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Agronegócio

Robôs usam lasers para eliminar pragas no campo

O Autonomous LaserWeeder foi desenvolvido pela startup norte-americana Carbon Robotics

O robô Autonomous LaserWeeder | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O agronegócio é um grande motor de desenvolvimento tecnológico. Cada vez mais, o trabalho manual perde espaço para tecnologias como robôs e lasers. Esse é o caso do Autonomous LaserWeeder, desenvolvido pela startup norte-americana Carbon Robotics.

A empresa disponibiliza robôs que utilizam lasers para eliminar ervas daninhas — pragas nas lavouras. Trata-se do Autonomous LaserWeeder, um equipamento que faz uso de inteligência artificial (IA) para determinar onde e como agir.

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Pesando pouco mais de 4 toneladas, esse equipamento se desloca a cerca de 8 km/h pela lavoura, identificando as ervas daninhas e exterminando-as. Para fazer a seleção, 12 câmeras captam imagens para serem processadas pela IA.

A capacidade dos robôs que usam lasers

Equipado com oito módulos para fazer o extermínio, tem a capacidade de disparar lasers a cada 50 milissegundos. Ou seja: são 20 disparos por segundo, 1,2 mil por minuto e 72 mil por hora. De acordo com o fabricante, o equipamento é capaz de operar em cerca de 40 cultivos diferentes.

“Os robôs usam lasers de alta potência para erradicar ervas daninhas usando energia térmica, sem perturbar o solo”, escreve a Carbon Robotics. “O LaserWeeder permite que os agricultores usem menos herbicidas e reduza o trabalho para remover plantas indesejadas, ao mesmo tempo que melhora a confiabilidade e a previsibilidade dos custos, o rendimento das colheitas e muito mais.”

No mercado desde 2021, a Carbon Robotics já atua em todo o território norte-americano e em parte do Canadá, segundo Paul Mikesel, CEO e fundador da empresa. O executivo explica que a combinação de robôs, lasers e IA gera ganhos extras.

“Podemos obter uma precisão milimétrica, por isso aniquilamos apenas as ervas daninhas, mesmo que estejam muito próximas das plantas cultivadas”, disse Mikesell. “E não há efeitos de longo prazo na saúde, nem danos ambientais, nem herbicidas, que possam atrasar as colheitas.”

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