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Glenn Greenwald é o convidado do Conversa com Augusto Nunes desta terça-feira

Jornalista ganhou projeção ao expor programas secretos de vigilância dos EUA e integrou a cobertura do Guardian US premiada com o Pulitzer

Glenn Greenwald sorri enquanto discursa para a plateia na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro - 30/7/2019 | Foto: Lucas Landau/Reuters
Glenn Greenwald sorri enquanto discursa para a plateia na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro - 30/7/2019 | Foto: Lucas Landau/Reuters

Um dos jornalistas investigativos mais conhecidos da atualidade, Glenn Greenwald é o convidado do Conversa com Augusto Nunes desta terça-feira, 18. O programa vai ao ar às 20h30, no canal da Revista Oeste no YouTube.

Advogado especializado em Direito Constitucional nos Estados Unidos, Greenwald ganhou projeção internacional em 2013, quando publicou no jornal britânico The Guardian documentos secretos obtidos pelo ex-analista Edward Snowden. O material revelou programas de vigilância em massa mantidos pela Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA), incluindo a coleta de dados de comunicações de milhões de pessoas. O trabalho de Greenwald integrou a cobertura do Guardian que recebeu o Pulitzer de Serviço Público em 2014.

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Greenwald também teve participação de destaque na política brasileira. Em junho de 2019, o site The Intercept Brasil, que o jornalista havia cofundado, começou a publicar mensagens privadas atribuídas a procuradores da Operação Lava Jato e ao então juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da força-tarefa em Curitiba. As revelações ficaram conhecidas como Vaza Jato.

A carreira de Glenn Greenwald

Crítico do governo de Jair Bolsonaro durante o mandato do ex-presidente, o jornalista passou denunciar os abusos cometidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sobretudo na atuação do ministro Alexandre de Moraes. Greenwald contestou principalmente medidas adotadas no âmbito do Inquérito das Fake News, aberto pelo STF em 2019 e relatado por Moraes.

Essas denúncias ganharam projeção em abril de 2024, com a divulgação dos chamados Twitter Files Brazil. O material foi obtido pelo jornalista norte-americano Michael Shellenberger e incluía e-mails e outras comunicações internas do antigo Twitter, atual X, produzidas entre 2020 e 2022. Greenwald participou da repercussão e da análise pública dos documentos, inclusive em entrevistas com Shellenberger.

Glenn Greenwald lembrou que o ministro Cristiano Zanin, que vai julgar Jair Bolsonaro, já foi advogado pessoal de Lula | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Crítico do governo de Jair Bolsonaro durante o primeiro mandato do ex-presidente, o jornalista passou constatar os abusos cometidos pelo STF | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os arquivos mostravam discussões internas da empresa sobre determinações e solicitações feitas por autoridades brasileiras. Entre os episódios divulgados estavam pedidos de identificação de usuários, fornecimento de dados e informações relacionadas a contas, além de ordens judiciais envolvendo a remoção de conteúdos e a suspensão de perfis. Funcionários do X discutiam internamente o alcance de algumas dessas exigências e seus possíveis efeitos sobre a liberdade de expressão e a privacidade dos usuários.

Moraes tornou-se um dos principais personagens da controvérsia por causa de determinações expedidas pelo STF e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Greenwald passou a usar esses documentos e outros casos envolvendo o ministro para sustentar que decisões do Judiciário brasileiro ultrapassavam limites aceitáveis no combate à “desinformação” e atingiam garantias como a liberdade de expressão e o devido processo legal.

Em abril de 2026, Greenwald voltou a criticar Moraes depois que o ministro determinou a abertura de um inquérito para investigar Flávio Bolsonaro por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Diante da possibilidade de uma eventual condenação criminal afetar os direitos políticos do senador e impedi-lo de disputar a Presidência, Greenwald afirmou que, se isso ocorresse, “a democracia brasileira não passará de uma ilusão”.

Assista ao Conversa com Augusto Nunes

Esses episódios ajudam a explicar a trajetória recente de Greenwald. Depois de criticar o governo Bolsonaro e ganhar destaque no Brasil com as revelações da Vaza Jato, o jornalista passou a direcionar suas denúncias ao STF.

Nesta terça-feira, Greenwald estará frente a frente com Augusto Nunes. O programa começa logo depois de A Força do Agro.

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