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Justiça obriga Globo a manter contrato com TV Fronteira

A emissora já havia designado outra parceira em Presidente Prudente (SP); o vínculo estava previsto para terminar no próximo domingo, 31

Justiça obriga Globo a manter contrato com TV Fronteira
TV Fronteira foi inaugurada em 1994 e desde então atua em 56 municípios da região de Presidente Prudente | Foto: Reprodução/Rede Globo

A 21ª Câmara do Direito Privado do Rio de Janeiro concedeu uma liminar que determina a manutenção do contrato entre a Globo e a TV Fronteira, afiliada localizada em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. A decisão, assinada pelo desembargador Luiz de Mello Serra, obriga a emissora nacional a manter o vínculo com a afiliada por tempo indeterminado.

O magistrado afirmou que o caso é complexo e requer análises mais profundas, conforme apuração do jornal Folha de S.Paulo. O fim do vínculo estava previsto para o próximo domingo, 31.

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O pedido da TV Fronteira para preservar o contrato enquanto a Justiça analisa o caso foi acolhido, o que contraria o desejo da Globo. A emissora carioca já havia firmado compromisso com a TV Tem para assumir a cobertura da região.

Paulo César de Oliveira Lima (PSD) | Foto: Divulgação/PSD Presidente Prudente

A Globo argumenta que a TV Fronteira teria utilizado sua associação para favorecer politicamente Paulo Lima, dono do canal, durante as eleições municipais de 2024. Lima disputou a Prefeitura de Presidente Prudente pelo PSB e alcançou 37,28% dos votos, mas foi derrotado no primeiro turno por Milton Carlos, que obteve 52,81%.

Segundo a TV Fronteira, a notificação de não renovação do contrato enviada pela Globo em outubro de 2024 surpreendeu a direção da empresa. A decisão provocou incerteza entre os funcionários e resultou em uma ação civil pública do Ministério Público do Trabalho, que exigiu a manutenção dos 120 empregados mesmo depois do término do acordo.

Globo já foi obrigada a manter parceria com TV de Collor

Para representantes da TV Fronteira, a perda do vínculo com a Globo comprometeria toda a estrutura operacional da emissora. No final de 2024, para evitar o fechamento imediato, a afiliada firmou um aditivo de transição com a TV Tem, futura responsável pelo sinal local, porém alega que aceitou os termos apenas para evitar a falência.

“A situação é paradigmática: a TV Fronteira foi colocada diante da escolha impossível entre assinar o aditivo nos termos impostos ou afundar em falência imediata, com consequências sociais e econômicas irreversíveis”, diz a afiliada no processo. “A conduta da ré (Globo) revela completo desprezo institucional por sua parceira histórica.”

Com base nesse argumento, a TV Fronteira solicitou que a Justiça obrigue a Globo a manter o contrato por pelo menos cinco anos, até 2030. O caso se espelha no litígio que envolve a TV Gazeta, de Alagoas, controlada pelo ex-presidente Fernando Collor. Nesse caso, a Globo recorreu ao Supremo Tribunal Federal para suspender a manutenção da parceria.

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