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Comissão do Congresso colombiano quer suspender mandato de Petro

Gloria Arizabaleta, presidente do grupo, tomou a decisão por conta própria, sem consultar os demais membros do colegiado

Durante a reunião de ministros, transmitida na tarde desta terça-feira, 4, Gustavo Petro afirmou que a cocaína ‘não é pior do que o uísque’ | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Gustavo Petro | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Uma decisão inédita marca o cenário político colombiano, com determinação, de forma cautelar, da presidente da Comissão de Investigação e Acusações do Congresso, Gloria Arizabaleta, da suspensão temporária do mandato do presidente Gustavo Petro. A medida vale até o dia 21 de junho, data prevista para o segundo turno das eleições presidenciais.

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Gloria Arizabaleta fundamenta sua ordem na acusação de “falta grave”, ao demonstrar um suposto envolvimento de Petro em atividades políticas durante o período eleitoral. Embora a Comissão de Acusações seja um órgão coletivo, a decisão foi tomada individualmente pela parlamentar.

Reações à suspensão e questionamentos jurídicos

O ministro do Interior da Colômbia, Armando Benedetti, reagiu com críticaa à medida. “No Direito, não existe que a Comissão de Acusações possa suspender o presidente, porque é uma comissão de instrução”, publicou Benedetti no X. “Somente o Senado é quem pode fazê-lo depois que a plenária da Câmara atue como um ente acusador, penal ou disciplinariamente. Depois, a Comissão de Acusações não pode suspender o presidente da República, e menos a vontade de uma só representante.”

O ex-presidente do Senado Roy Barreras também se manifestou nas redes sociais. “Como ex-presidente do Congresso em duas ocasiões, reitero ao povo colombiano que a Comissão de Acusações Legais NÃO tem autoridade para tomar uma decisão tão inconstitucional e, portanto, ela não terá efeito algum!”, disse Barreras.

Cenário eleitoral e alegações de fraude

No contexto eleitoral, Abelardo de la Espriella, de direita, e Iván Cepeda, apoiado por Petro, disputam o segundo turno. No primeiro turno, Espriella alcançou 43,7% dos votos, enquanto Cepeda obteve 40,90%. A votação decisiva está marcada para 21 de junho.

Gustavo Petro chegou a alegar que possui indícios de fraude na contagem dos votos do primeiro turno. Iván Cepeda reconheceu o resultado no dia 7 de junho, uma semana depois do encerramento da votação.

Leia também: “A embaixada dos Batista”, artigo de Yasmin Alencar na Edição 324 da Revista Oeste

1 comentário
  1. Almicre Piovezan
    Almicre Piovezan

    É e que deveria acontecer com alguns integrantes do CTF, no Brasa.

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