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Como é o centro de detenção do Brooklyn, onde Maduro está preso

Imprensa descreve o presídio federal como local 'horripilante' para os detentos; ditador passou sua primeira noite na unidade

Centro de Detenção Metropolitano, em Nova York, onde Nicolás Maduro passou a primeira noite depois de ser capturado | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Centro de Detenção Metropolitano, em Nova York, onde Nicolás Maduro passou a primeira noite depois de ser capturado | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Acostumado a viver no luxo que a ditadura venezuelana lhe proporcionava, o ditador Nicolás Maduro vai passar uma temporada no Centro de Detenção Metropolitano (MDC), no Brooklyn, em Nova York. Preso pelos EUA na madrugada de sábado 3 e levado aos EUA em um navio militar, Maduro passou sua primeira noite no local.

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Construído nos anos de 1990 para aliviar a superlotação, o MDC é retratado pela imprensa norte-americana como um local de infraestrutura precária, com falta de funcionários e registro frequente de episódios frequentes entre os presos. Os adjetivos “repugnante” e “horripilante” são frequentemente associados ao local.

Administrado pelo Departamento Federal de Prisões, uma divisão do Departamento de Justiça dos EUA, o centro de detenção abriga presos de todos os níveis de segurança e de ambos os sexos: a mulher de Maduro, Cilia Flores, também foi levada ao MDC. O site do presídio informa que o total de presos na unidade é 1,3 mil.

Dentre os detentos que já passaram pelo local estão nomes conhecidos como o cantor R. Kelly, o empresário Martin Shkreli, a socialite Ghislaine Maxwell, o ex-executivo de criptomoedas Sam Bankman-Fried e o produtor musical Sean “Diddy” Combs. O chefe de cartel Ismael Zambada Garcia, “El Mayo”, acusado de homicídio e tráfico de drogas, também aguardou julgamento nessa unidade.

Imprensa relata violência e falta de infraestrutura no centro de detenção

O advogado Marc Agnifilo, que representa Sean Combs, disse ao juiz em 2024 que o MDC “é um lugar muito difícil para um detento”. A imprensa também relatou a morte de dois presos em junho e julho de 2024 depois de brigas com outros detentos.

Vídeo mostra Maduro algemado na Administração de Repressão às Drogas

No inverno de 2019, uma queda de energia deixou os presidiários sem luz e no frio durante uma semana. O episódio resultou em uma investigação federal e, posteriormente, em um acordo de US$ 10 milhões (cerca de R$ 54 milhões) para compensar os então 1,6 mil detentos afetados.

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O MDC atualmente é o único centro correcional federal que opera em Nova York, desde o fechamento do complexo de Manhattan em 2019, depois da morte do financista Jeffrey Epstein.

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