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Coreia do Norte testa novo míssil com ogivas 'supergrandes'

O ditador Kim Jong-un supervisionou o bombardeio

Kim declarou que as armas nucleares são uma ferramenta para a paz, e não para a guerra | Foto: Divulgação/Korean Central News Agency
Kim declarou que as armas nucleares são uma ferramenta para a paz, e não para a guerra | Foto: Divulgação/Korean Central News Agency

A Coreia do Norte testou novos mísseis com ogivas “supergrandes”, de 4,5 toneladas, na última quarta-feira, 18. O objetivo do teste foi verificar a precisão do alcance médio de 320 quilômetros e o seu poder explosivo.

O líder Kim Jong-un supervisionou o bombardeio. Ele voltou a afirmar que o programa nuclear da Coreia do Norte é vital para enfrentar “a grave ameaça das forças externas à segurança do Estado da República Popular Democrática da Coreia”.

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O ditador declarou que as armas nucleares são uma ferramenta para a paz, e não para a guerra. “Somente com um poder forte é possível conter e frustrar o erro estratégico e a vontade dos inimigos de usar as forças armadas.”

Os testes ocorrem dias depois do ditador norte-coreano afirmar que o país vai aumentar o número de armas nucleares para usá-las a qualquer momento.

Coreia do Norte divulgou fotos de suas ogivas

Na sexta-feira 13, a Coreia do Norte mostrou pela primeira vez imagens de instalações de enriquecimento de urânio, matéria-prima para bombas nucleares.

Embora o país constantemente faça ameaças de usar bombas atômicas, a Coreia do Norte nunca tinha compartilhado registros de suas instalações.

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Prioridade para a dinastia Kim, que domina o país há mais de 75 anos, a construção de armas nucleares é possível pela presença de jazidas de urânio em seu território.

O programa nuclear norte-coreano tem sido motivo de tensões diplomáticas entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, envolvendo também os Estados Unidos e o Japão.

A Coreia do Norte está proibida de realizar testes nucleares pelas sanções das Nações Unidas, mas o apoio de aliados como China e Rússia possibilitaram que o país continuasse seu programa.

Leia também: “O pensamento totalitário”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 227 da Revista Oeste

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