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EUA: Trump anuncia 'guerra econômica' para isolar o Irã

Presidente norte-americano afirmou que países que colaborarem com Teerã enfrentarão graves retaliações

O presidente Donald Trump discursa sobre o Estado da União na terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, no plenário da Câmara dos Representantes do Capitólio dos EUA, em Washington, D.C. | Foto: Casa Branca/Daniel Torok
O presidente Donald Trump discursa sobre o Estado da União na terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, no plenário da Câmara dos Representantes do Capitólio dos EUA, em Washington, D.C. | Foto: Casa Branca/Daniel Torok

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

• O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma ofensiva econômica sem precedentes contra o Irã.
• Ele afirmou que países que colaborarem com Teerã enfrentarão severas retaliações, nesta quarta-feira, 19.
• O republicano descreveu a ação como uma guerra econômica e exigiu o fim de práticas como contrabando de petróleo e transferências financeiras.
• Trump afirmou que o Irã está em uma situação crítica e pediu aos aliados que se unam para isolá-lo.

Em meio a uma escalada de tensões internacionais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira, 19, uma ofensiva econômica sem precedentes contra o Irã. O líder afirmou que países que colaborarem com Teerã enfrentarão graves retaliações.

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Trump escreveu na rede Truth Social que lançou “a mais esmagadora operação econômica já realizada contra qualquer país” e classificou a ação como uma guerra e isolamento econômico de escala inédita.

Pronunciamento de Trump na rede social Truth Social (em tradução livre) | Foto: Reprodução/Internet

“Qualquer país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais ofereçam qualquer tipo de apoio ao Irã enfrentará consequências econômicas tremendamente severas”, afirmou o presidente dos EUA.

As sanções de Trump e impactos regionais

O Estreito de Ormuz fica localizado entre o Irã e Omã | Foto: Jacques Descloitres/NASA
O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e concentra parte relevante do transporte global de petróleo | Foto: Jacques Descloitres/Nasa

Trump detalhou que práticas como contrabando de petróleo, transferências de dinheiro, registros de navios e empresas de fachada devem cessar imediatamente. O líder pediu aos aliados dos Estados Unidos que se unam para isolar e derrotar o que classifica como ameaça iraniana: “Essas medidas históricas vão paralisar o Irã e sua capacidade de promover o terror mundial”.

Segundo Trump, as forças navais e aéreas iranianas foram destruídas; fábricas de produção, transformadas em escombros; a moeda do país tornou-se “sem valor” e o Irã estaria “por um fio”. O endurecimento da postura norte-americana ocorre em meio a uma campanha de pressão que inclui bloqueio naval, com o objetivo de forçar o regime iraniano a ceder.

No início da semana, Esmail Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, acusou Washington de recorrer sistematicamente a sanções econômicas quando falha a diplomacia. Ele classificou a postura como uma “dependência”, conforme reportado pela agência estatal do Iêmen.

Já autoridades iranianas advertiram nesta quarta-feira, 19, que países do Golfo que cooperarem com os Estados Unidos poderão sofrer consequências.

Leia também: “A guerra depois da guerra”, artigo de Miriam Sanger publicado na Edição 335 da Revista Oeste

Nesse contexto, os Emirados Árabes Unidos, aliados próximos dos EUA, romperam todos os laços econômicos e financeiros com o Irã. O país citou aumento das ações militares iranianas, incluindo ataques com mísseis. Desde o início do conflito, o Irã tem recorrido a grupos e aliados regionais para reagir, de modo a manter também relações estreitas com China e Rússia.

Em nova ação, Trump disse na segunda-feira 17 que poderá bombardear Omã caso o país dificulte a reabertura do Estreito de Ormuz, ponto estratégico da crise. Apesar do clima de hostilidade, o presidente afirmou que os EUA podem retomar negociações com Teerã futuramente.

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