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Fundação Gates anuncia corte de até 500 funcionários e abre revisão sobre ligação com Epstein

Organização prevê redução de despesas e avalia impacto reputacional de relação do cofundador com o financista

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O empresário Bill Gates | Foto: TED/DIVULGAÇÃO

A Fundação Bill e Melinda Gates planeja reduzir até 500 postos de trabalho nos próximos anos, o equivalente a cerca de 20% de sua equipe. A instituição também iniciou uma revisão sobre seu envolvimento com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.

As mudanças constam em comunicado publicado nesta terça-feira, 21. A organização enfrenta críticas relacionadas à associação do cofundador Bill Gates com Epstein. 

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No início do ano, Gates pediu desculpa por manter relações extraconjugais com duas mulheres e pelo contato com o financista. Ao depor no Congresso sobre a relação com Epstein, ele negou participação em crimes sexuais.

“Este é um momento desafiador para nossa organização em muitos aspectos, mas também destaca a importância crucial de tomarmos medidas difíceis agora”, disse Mark Suzman, CEO da Fundação Gates. 

A instituição projeta um orçamento de cerca de US$ 9 bilhões para 2026 e pretende limitar suas despesas operacionais a US$ 1,25 bilhão. Para atingir essa meta, o plano prevê a eliminação de até 500 cargos até 2030.

Na primeira etapa, a fundação deve reduzir o quadro atual de 2.375 funcionários em aproximadamente 200 vagas até o fim de 2027. A organização também avalia cortes em gastos com viagens e outras despesas administrativas. A instituição prevê encerrar suas operações em 2045.

Conselho discute impacto de documentos sobre Epstein

Paralelamente à reestruturação, Suzman determinou a realização de uma análise independente sobre o envolvimento da fundação com Epstein e sobre os critérios adotados para firmar parcerias filantrópicas.

O processo de revisão está em andamento, e a organização espera receber atualizações nos próximos meses. O tema também entrou na pauta de uma reunião recente do conselho realizada em Londres, na Inglaterra, que discutiu o impacto de documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos relacionados ao criminoso sexual. 

Nos últimos anos, dois dos principais financiadores deixaram o conselho: Melinda French Gates, ex-mulher de Bill Gates, e Warren Buffett. 

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Em entrevista recente à CNBC, Buffett afirmou que desconhecia parte das informações sobre a relação entre Gates e Epstein e disse que não mantém contato com o empresário desde as revelações. 

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