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Governo de Israel aprova acordo de paz com Hamas

Cessar-fogo deve começar imediatamente

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu aguarda liberação de reféns sequestrados pelo Hamas | Foto: Prime Minister/Divulgação
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu aguarda liberação de reféns sequestrados pelo Hamas | Foto: Divulgação/Prime Minister

O governo de Israel aprovou o acordo de paz mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê a libertação dos 48 reféns ainda mantidos pelo grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza. A decisão foi tomada em reunião do gabinete israelense liderada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em Jerusalém, com a presença do enviado especial norte-americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e do assessor presidencial Jared Kushner.

Em comunicado publicado na rede social X nesta quinta-feira, 9, o gabinete do primeiro-ministro israelense informou que “o governo acaba de aprovar o marco para a libertação de todos os reféns — os vivos e os mortos”. Com a aprovação, entrou imediatamente em vigor um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, o que encerra mais de dois anos de conflito na Faixa de Gaza.

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O acordo inclui a libertação dos sequestrados em troca da soltura de aproximadamente 2 mil prisioneiros palestinos e de uma retirada parcial das Forças de Defesa de Israel (FDI) do território palestino. Essa etapa corresponde à primeira fase do plano de paz elaborado por Trump e coordenado pela Casa Branca.

O texto do acordo estabelece que as forças israelenses recuarão para novas linhas dentro da Faixa de Gaza, enquanto mantêm o controle de mais da metade do território. Depois do reposicionamento militar, começa o período de 72 horas para a libertação dos reféns. O processo inclui também a entrega dos corpos de vítimas mortas durante o cativeiro.

Trump anuncia avanço do plano de paz

Imagens divulgadas nas redes oficiais do governo israelense mostram Netanyahu em reuniões com Witkoff e Kushner para discutir os detalhes do plano. Segundo as publicações, os encontros trataram da implementação do cessar-fogo e da coordenação logística da libertação dos reféns.

Trump anunciou o avanço do acordo na quarta-feira, 8, por meio da rede Truth Social. “Tenho muito orgulho em anunciar que Israel e o Hamas assinaram a primeira fase do nosso plano de paz”, escreveu. “Isso significa que todos os reféns serão libertados em breve.”

O republicano destacou que o objetivo do pacto é avançar “em direção a uma paz forte e duradoura” e afirmou que “todas as partes serão tratadas com justiça”. Trump também agradeceu aos países que atuaram como mediadores no processo — Catar, Egito e Turquia.

Dois anos de guerra entre Israel e Hamas

O grupo terrorista Hamas confirmou o fim da guerra na quinta-feira, 9. Em entrevista à emissora árabe Al Jazeera, o chefe da equipe de negociação, Khalil Al Hayya, declarou que o cessar-fogo será permanente e que o acordo representa o “encerramento definitivo do conflito”. Ele afirmou ainda que a Passagem de Rafah, no sul de Gaza, será reaberta nos dois sentidos, o que permite o trânsito entre o território palestino e o Egito.

A guerra entre Israel e o Hamas começou em 7 de outubro de 2023, quando terroristas invadiram o sul israelense, mataram mais de mil pessoas e sequestraram centenas. Entre as vítimas estavam quatro brasileiros: Michel Nisenbaun, Karla Stelzer, Ranani Glazer e Bruna Valeanu.

Desde então, Israel lançou ofensivas contra posições do Hamas, que controla Gaza desde 2006. Com o novo acordo, a expectativa é que as primeiras libertações ocorram até o próximo domingo, 12. O gabinete de Netanyahu informou que a implementação do pacto começará imediatamente depois do reposicionamento militar, o que abre oficialmente o prazo de 72 horas previsto no acordo mediado pela Casa Branca.

Leia também: “Festival de terror”, artigo de Miriam Sanger publicado na Edição 237 da Revista Oeste

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