Os houthis, terroristas do Iêmen, apoiados pelo Irã, atacaram Israel pela primeira vez desde o começo da guerra. Até então, se mantinham neutros no conflito, que completa um mês neste sábado, 28. Os militares israelenses afirmaram ter detectado um míssil lançado do Iêmen e “interceptado a ameaça”.
O ataque ocorreu depois de um ataque com mísseis iranianos à base aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, na sexta-feira 27, que feriu soldados americanos e danificou várias aeronaves de reabastecimento dos EUA, segundo autoridades americanas e sauditas.
O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, confirmou a operação em comunicado pela emissora Al-Masirah. A participação do grupo gera questionamentos sobre a segurança do transporte marítimo no Mar Vermelho.
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Sirenes soaram em Beer Sheba e em áreas próximas ao centro de pesquisa nuclear de Israel durante a madrugada. Houve registros de explosões em Tel-Aviv, e o corpo de bombeiros relatou atendimento em 11 pontos de impacto na zona metropolitana.
Na sexta-feira 27, os houthis haviam afirmado que estavam preparados para agir caso continuasse a escalada contra o Irã e o Eixo da Resistência, forma como Teerã chama os grupos terroristas alinhados à República Islâmica.
O conflito no Oriente Médio
Antes do ataque deste sábado, houve registro de avanço nas negociações, com a concordância de Teerã em permitir a passagem de ajuda humanitária e de produtos agrícolas pelo estreito.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que os EUA esperam concluir as operações militares em poucas semanas. O conflito começou em 28 de fevereiro, com ataques dos EUA e de Israel ao Irã, e espalhou-se pelo Oriente Médio, com a retaliação iraniana contra países que têm bases americanas.
O Irã também restringiu a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, causando a maior interrupção já registrada no abastecimento de energia mundial.
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