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Irã desafia Trump e diz ter controle do Estreito de Ormuz

Teerã rebate declaração do presidente norte-americano e acusa Washington de 'falhas de inteligência'

Foto satellitar do Estreito de Ormuz | Foto: divulgação
Foto de satélite do Estreito de Ormuz | Foto: divulgação

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• Hossein Taeb, um dos principais líderes militares do Irã, afirmou que o Estreito de Ormuz está sob controle iraniano.
• Abbas Araghchi afirmou que os Estados Unidos têm tido “falhas de inteligência” na guerra e em relação à passagem.
• Trump manteve o bloqueio naval e afirmou que Teerã não teria condições de reagir devido à debilidade de suas forças.

Um dos principais líderes militares do Irã, Hossein Taeb, afirmou nesta quinta-feira, 13, que o Estreito de Ormuz está sob controle iraniano. A declaração ocorre um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que os norte-americanos têm “controle total” da rota marítima.

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“Hoje vocês veem que o Estreito de Ormuz está sob a administração e o controle da República Islâmica”, disse Taeb, segundo a agência de notícias iraniana Fars. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, também se manifestou sobre o assunto. Segundo ele, os EUA têm tido “falhas de inteligência” na guerra contra o Irã e em relação a Ormuz.

O presidente Donald J. Trump no Salão Oval da Casa Branca (24/07/2026) | Foto: Casa Branca/Molly Riley

Trump havia afirmado ter “controle total” da rota

Na quarta-feira 12, Trump declarou que os EUA tinham “controle total” de Ormuz. “Acredito que vamos mantê-lo”, escreveu. Trump também afirmou que o bloqueio naval contra navios e portos iranianos continua. Segundo o presidente, o Irã não teria condições de reagir à medida porque sua Marinha e sua Força Aérea estariam debilitadas.

Na semana passada, o Irã apresentou seis exigências aos EUA para reabrir Ormuz. Entre elas estão o fim do bloqueio naval contra portos iranianos, a suspensão das sanções norte-americanas, a liberação de ativos iranianos congelados e o pagamento de compensações pelos danos provocados pela guerra.

A lista, divulgada no sábado 8 pelo Conselho de Segurança Nacional do Irã, também exige que os EUA não ameacem o país nem insultem seus valores e que encerrem permanentemente a guerra contra o Irã e seus aliados no Líbano, Iêmen, Iraque e Palestina.

Leia também: “A América sempre reage”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 242 da Revista Oeste

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