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• Israel divulgou levantamento que identifica doze jogadores, treinadores e um árbitro da FIFA ligados ao Hamas e à Jihad Islâmica.
• Todos morreram durante a guerra em ataques israelenses e foram apresentados pela imprensa apenas por suas atividades esportivas.
• A divulgação busca responder às acusações de que Israel atacou atletas inocentes, destacando o envolvimento militar dos identificados.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) divulgaram nesta quarta-feira, 22, um levantamento de inteligência que identifica 12 figuras ligadas ao futebol da Faixa de Gaza como integrantes dos grupos terroristas Hamas e Jihad Islâmica. A lista reúne jogadores, treinadores e um árbitro internacional certificado pela Fifa que, além da atuação esportiva, exerciam funções militares nas duas organizações. Todos morreram ao longo da guerra em ataques realizados pelo Exército israelense.
A divulgação do levantamento ocorre em resposta às acusações de que Israel teria alvejado deliberadamente atletas palestinos sem envolvimento em terrorismo. O Exército afirma que a identidade esportiva dessas pessoas recebeu ampla divulgação na imprensa internacional depois de suas mortes, enquanto sua atuação nas organizações armadas não fora mencionada.
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Entre os nomes está Mohammed Mohammed Hassan Barakat, uma das principais referências do futebol de Gaza. Barakat integrava a Jihad Islâmica e participou da infiltração em Israel durante os ataques de 7 de outubro de 2023. Outro nome da relação é Mohammed Sami Mohammed Khattab, árbitro assistente internacional da Fifa e integrante da mesma organização.
O porta-voz da reserva das FDI para os países de língua portuguesa, major Rafael Rozenszajn, afirmou que pessoas com dupla atuação — uma civil e outra militar — “são apresentados ao mundo apenas pela primeira”.
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Levantamento reúne informações de inteligência e publicações das próprias organizações
O levantamento foi elaborado com base em avaliações da inteligência militar israelense e em fontes abertas, incluindo publicações dos próprios braços armados do Hamas e da Jihad Islâmica. Em diversos casos, essas organizações homenagearam integrantes mortos identificando-os como comandantes ou combatentes.
Um dos exemplos citados é Ahmed Mohammed Hassan Abu Al-Atta, zagueiro que atuou em clubes como o Al-Ahli Gaza. Meses depois de sua morte, a ala militar da Jihad Islâmica publicou seu nome e fotografia como comandante de pelotão.
Outro caso destacado é o de Mohammed Mansour. Conhecido como preparador físico de uma equipe juvenil e também jogador de futebol, ele ocupava o cargo de vice-comandante do Batalhão de Nuseirat, unidade do Hamas que participou da infiltração em território israelense em 7 de outubro de 2023.
Rozenszajn afirmou que a iniciativa não busca negar a existência de vítimas civis na guerra, mas que cada caso seja analisado individualmente. “Trata-se de insistir em que cada caso seja examinado com rigor, e não simplesmente aceito porque se encaixa numa narrativa preexistente.”
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