publicidade
Mundo

Lockdown em Xangai derruba e-commerce e atrapalha consumidores

Para lidar com um surto de covid-19 na cidade, o Partido Comunista da China impôs medidas restritivas severas

China - Xangai
Foto: Ding Ting/Xinhua

Xangai ostentava um dos serviços de entrega mais eficientes do mundo. Com um smartphone em mãos, os consumidores encontravam nos aplicativos os alimentos e os mantimentos que desejavam. Os produtos eram entregues rapidamente, em até 30 minutos.

Mas um novo lockdown foi imposto à megacidade chinesa, cuja população ultrapassa 25 milhões de habitantes. Essa rede de aplicativos, construída com tecnologia sofisticada e sustentada por milhares de entregadores, entrou em colapso depois das medidas restritivas impostas pelo Partido Comunista da China (PCC), que pretende controlar um surto de covid-19 em Xangai.

Receba nossas atualizações

Desde a imposição das políticas de isolamento, a facilidade foi substituída pelo pânico. Isso porque os cidadãos não sabem se encontrarão produtos básicos nos supermercados, como papel higiênico, alimentos enlatados, macarrão instantâneo e arroz. Em razão das medidas restritivas, as cadeias de produção foram parcialmente interrompidas.

Relacionadas

Em resposta, os moradores de complexos residenciais organizaram-se para comprar mantimentos em grupo. Alguns recorreram à troca de frutas por vegetais e rolos de papel higiênico por caixas de leite.

Apesar de a paralisação do sistema ter trazido à tona o espírito colaborativo dos residentes de Xangai, isso também destaca como os serviços digitais ocupam um papel fundamental na infraestrutura social chinesa. Quando a ditadura comunista decide interromper o funcionamento dessa ampla rede de serviços, a população fica praticamente sem alternativas.

Em virtude desses problemas, as autoridades locais pediram socorro às empresas privadas de comércio eletrônico. A JD.com, uma das maiores operadoras do setor, prometeu aumentar sua capacidade de entrega. Na semana passada, a companhia informou que pretende distribuir, pelos próximos 30 dias, alimentos essenciais suficientes para todas as famílias de Xangai.

Leia também: “A mídia não tem interesse em falar a verdade sobre a China”, entrevista publicada na Edição 88 da Revista Oeste

4 comentários
  1. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Será que isso daí é covid mesmo? Não será uma espécie de racionamento forçado e que eles não querem deixar transparecer para não abalar a economia? Quem confia nesses comunistas?

  2. Marcelo de Souza
    Marcelo de Souza

    Que estrago não faz uma ditadura e querem eleger um comunista para presidente do Brasil.

    1. Marcelo de Souza
      Marcelo de Souza

      Espero que não, mas tem muita gente querendo aplicar esse golpe novamente.
      Muito dinheiro do governo fácil de desviar ou comprando produtos super faturados.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade