Nesta sexta-feira, Reino Unido anunciou que prazo final para a saída da União Europeia está mantido para 31 de dezembro deste ano

O governo britânico anunciou oficiamente nesta sexta que não estenderá período de transição para o Brexit. Com isso, a separação final entre Reino Unido e União Europeia (UE) será no dia 31 de dezembro deste ano, o que aumenta a pressão para aprovar as novas regras do relacionamento entre os dois.
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Desde que se separaram, em 31 de janeiro, britânicos e europeus não têm conseguido se entenders. O Reino Unido quer um tratado comercial com redução de tarifas, sem se comprometer em seguir outras regras da UE, enquanto europeus insistem que não permitirão que os britânicos peguem apenas o que lhes interessa.
O prazo apertado aumenta o risco de condições comerciais com a UE menos vantajosas, o que afeta o planejamento e o custo das companhias britânicas que têm negócios com o bloco.
Sob críticas, o governo do Reino Unido afirmou que o controle total das mercadorias que entram no Reino Unido só ocorrerá em julho de 2021.
A decisão sobre prolongar ou não o período de transição por um prazo máximo de até dois anos pode ser tomada até o final deste mês, mas o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirma desde as eleições de dezembro de 2019 que não pedirá um adiamento.
A Confederação da Indústria Britânica também considera a falta de acordo desastrosa para a recuperação econômica e para as desigualdades regionais no país. “Todas as oportunidades de crescimento devem ser aproveitadas. Um bom acordo com a UE seria a pedra fundamental da renovação”, sentenciou o órgão.
A União Européia é o principal parceiro comercial do Reino Unido, responsável por aproximadamente 45% das exportações britânicas em 2018 e 53% de tudo o que os ex-parceiros compram.
No setor de serviços, o Reino Unido obtém 7,2% de sua receita de exportação com vendas ao bloco (no fluxo inverso, só 1,1% das vendas europeias vão para as ilhas).
A indústria britânica, principalmente a mais avançada, tem grande dependência de fornecedores e clientes europeus, e um impasse pode deixar os custos das operações muito altos.
Laboratórios farmacêuticos, agronegócio e indústria química também podem sair prejudicados caso não haja acordo sobre as regras de qualidade e segurança.
Ambos os lados anunciaram que vão intensificar as reuniões de negociação, de mensais para semanais, com a priorização de 13 pontos mais controversos.
A questão mais difícil é a exigência europeia de que o Reino Unido acate as regras trabalhistas, ambientais e de concorrência.
Depois de comunicar a decisão aos europeus, um dos principais ministros de Johnson, Michael Gove, escreveu em uma rede social: “Em 1º de janeiro de 2021, retomaremos o controle e recuperaremos nossa independência política e econômica”.
I just chaired a constructive EU Joint Committee meeting with @MarosSefcovic
I formally confirmed the UK will not extend the transition period & the moment for extension has now passed. On 1 January 2021 we will take back control and regain our political & economic independence pic.twitter.com/nZjNpez8LI
— Michael Gove (@michaelgove) June 12, 2020
O vice-presidente da Comissão Europeia, Maros Sefcovic, afirmou quea declaração de Gove deve ser definitiva, mas que a UE “permanece aberta à extensão de prazo” até o final do mês.
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