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Rússia: entenda o ‘racha’ entre Grupo Wagner e Putin

Yevgeny Prigozhin, líder da milícia russa, acusa o presidente do país de negligenciar a vida dos soldados mercenários

Rússia Grupo Wagner
Prigozhin passou de aliado a algoz de Putin | Foto: Divulgação/Wikimedia Commons/Montagem Revista Oeste

O líder do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, anunciou o rompimento das relações com o Ministério da Defesa da Rússia na tarde de sexta-feira 23.

E o que motivou o desentendimento entre Prigozhin, que lidera a milícia abertamente pró-Rússia, e o presidente do país, Vladimir Putin?

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O “racha” teve início depois de uma batalha do Grupo Wagner pelo domínio da cidade de Bakhmut, na Ucrânia. Na ocasião, os milicianos acusaram o Ministério da Defesa da Rússia de não fornecer munição suficiente para as tropas de Prigozhin.

Leia também: “Avião de Putin que decolou de Moscou some de radar”

Na tarde de ontem, Prigozhin enviou um recado a Putin. “O mal trazido pela liderança militar do país deve ser interrompido”, disse. “Eles negligenciam a vida dos soldados. Esqueceram a palavra ‘justiça’ e vamos trazê-la de volta.”

Prigozhin disse também que “aqueles que destruíram hoje nossos homens, que destruíram dezenas de milhares de vidas de soldados russos, serão punidos”.

Leia mais: “Zelensky se manifesta sobre conflito entre Rússia e Wagner”

Na mensagem, o líder do Grupo Wagner afirmou também que “todos aqueles que tentarem resistir, os consideraremos um perigo e os destruiremos imediatamente, incluindo quaisquer postos de controle em nosso caminho”.

Putin defende a Rússia e promete retaliação ao Grupo Wagner

Grupo Wagner
O fundador do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin (esquerda), em Bakhmut | Foto: Divulgação/Flickr/Assessoria de Prigozhin

Na manhã deste sábado, 24, Putin respondeu ao recado de Prigozhin e prometeu conter as investidas do Grupo Wagner.

O presidente russo disse que vai “punir quem trair as Forças Armadas” e considerou a rebelião do Wagner uma “facada nas costas”.

“É um golpe para a Rússia, para o nosso povo”, disse Putin, durante um pronunciamento em cadeia nacional. “E nossas ações para defender a pátria contra tal ameaça serão duras.”

Leia também: “Putin rompe o silêncio e responde líder do Wagner”

O presidente russo disse que “todos os que deliberadamente pisaram no caminho da traição, que prepararam uma insurreição armada, que seguiram o caminho da chantagem e métodos terroristas, sofrerão punição inevitável, responderão tanto à lei quanto ao nosso povo”.

Ao fim do discurso, Putin fez um apelo aos integrantes do Wagner, conclamando-os a “fazer a coisa certa” e deixar o grupo paramilitar, para se juntar aos militares russos.

Leia mais: “Quem é o líder do Grupo Wagner, que rompeu com Putin e quer tomar Moscou”

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