A Rússia divulgou nesta terça-feira, 30, as primeiras imagens do regimento militar que opera o míssil balístico Orechnik, considerado um dos armamentos mais potentes em seu arsenal. A exibição ocorre um dia depois de Moscou acusar a Ucrânia de lançar um ataque com drones contra a residência de Vladimir Putin.
A apresentação do novo regimento acontece no contexto da tentativa russa de influenciar o andamento das negociações de paz no Leste Europeu, que envolvem Estados Unidos e Ucrânia.
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O Kremlin quer que a Ucrânia desista de integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte, limite o tamanho de suas Forças Armadas e reconheça oficialmente a língua russa. Além disso, exige o reconhecimento da posse russa sobra áreas ocupadas e a retirada das tropas ucranianas.
Nesta segunda-feira, 29, Volodymyr Zelensky negou qualquer ataque ao Lago Valdai, onde Putin possui uma casa de verão. O presidente ucraniano afirmou que a acusação tem o objetivo de justificar bombardeios contra prédios estatais em Kiev e sabotar o diálogo com Donald Trump.
Em novembro de 2024, a Rússia utilizou o Orechnik em um ataque à cidade de Dnipro. O míssil tem alcance de até 5 mil quilômetros e emprega pelo menos seis ogivas independentes, cada uma com múltiplas submunições.
Moscou ativa regimento na Bielorrússia
As imagens exibidas nesta terça-feira mostram caminhões com lançadores móveis operados por militares russos, em estradas cobertas por floresta.
A cerimônia teria ocorrido na Bielorrússia, embora o Ministério da Defesa não tenha revelado a data exata das filmagens. O ditador do país, Aleksandr Lukashenko, já havia anunciado em 17 de dezembro que o regimento estava ativo, sem confirmação do lado russo.
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Não há indicação oficial sobre o uso de ogivas nucleares nesse armamento. Em exercícios anteriores, o Exército testou o míssil com essa capacidade. Em 2023, Putin anunciou o envio de armamentos táticos com ogivas nucleares para a Bielorrússia, mas o destino exato dessas cargas permanece incerto.
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