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O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou em 18 de agosto de 2026, que não há negociações com o Irã para encerrar a guerra, apesar de relatos de contatos entre autoridades. Ele reafirmou que o bloqueio naval permanece e o Estreito de Ormuz está operando. Enquanto isso, Jared Kushner, um de seus assessores, disse que as conversas estavam mais intensas do que nunca.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira, 18, que não há conversas em andamento ou previstas com o Irã para encerrar a guerra. A declaração ocorre depois de integrantes de seu governo relatarem contatos com autoridades iranianas.
“Não há conversas nem negociações acontecendo, nem programadas, com a República Islâmica do Irã”, escreveu Trump na rede Truth Social. O republicano também afirmou que o bloqueio naval continua em vigor e que o Estreito de Ormuz está aberto e operando. Segundo ele, já houve a remoção ou a detonação de todas as minas marítimas.
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No entanto, Jared Kushner, genro de Trump e um de seus principais assessores, afirmou à emissora norte-americana Fox News, nesta segunda-feira, 17, que as conversas entre os dois governos eram mais intensas do que em qualquer outro momento.
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O avanço das negociações de paz e a retomada do tráfego de navios-tanque pelo Estreito de Ormuz foram interrompidos. O impasse ameaça prolongar o conflito iniciado por Estados Unidos e Israel com ataques contra o Irã em 28 de fevereiro.
Irã condiciona abertura do Estreito de Ormuz
O principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que o Estreito de Ormuz continuará fechado. Isso acontecerá, segundo ele, até que os EUA cumpram as condições de um acordo provisório firmado com o Irã em junho. Nesta segunda-feira, porém, Trump afirmou que não pretendia estender esse acordo.
As exigências do Irã incluem o fim do bloqueio aos portos iranianos, a suspensão das sanções ao petróleo, a liberação de ativos congelados de Teerã e o encerramento de ameaças e operações militares em todas as frentes.
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Dados da Kpler mostram que apenas 28 embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz entre sexta-feira e domingo. Antes do início da guerra, no fim de fevereiro, a média era de 130 navios por dia, segundo o Congressional Research Service.
Um integrante do alto escalão iraniano afirmou à Reuters na segunda-feira que o país adotará uma postura “totalmente ofensiva”, porque as negociações para encerrar a guerra de forma permanente estagnaram.
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