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Chavismo só libertou 39 presos políticos dos 500 prometidos, afirma ONG

Segundo a Foro Penal, número anunciado por Delcy Rodríguez 'não aconteceu'

Delcy Rodriguez, atual líder da Venezuela | Foto: Reprodução/Flickr
Delcy Rodriguez, atual líder da Venezuela | Foto: Reprodução/Flickr

A ONG Foro Penal, que monitora a situação dos presos políticos na Venezuela, acusou o regime chavista de não cumprir a promessa de libertar cerca de 500 detidos. Segundo a organização, apenas 39 pessoas nessa condição deixaram a prisão desde 18 de maio.

O presidente da entidade, Alfredo Romero, contestou os números divulgados pelo regime venezuelano. “Até hoje, verificamos apenas a libertação de 39 presos políticos desde 18 de maio, quando foi anunciada a suposta libertação de 300 e, posteriormente, de 500 pessoas”, afirmou nesta segunda-feira, 25, em publicação no X. “Pelo menos no que diz respeito aos presos políticos, isso não aconteceu.”

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O anúncio inicial havia sido feito na semana passada pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, irmão de Delcy Rodríguez. Na ocasião, ele declarou que 300 pessoas seriam colocadas em liberdade. Dias depois, a líder interina ampliou a promessa para 500 libertações, alegando que a medida seria executada “nas próximas horas”.

Entre os beneficiados pela nova rodada de solturas estão os ex-policiais da antiga Polícia Metropolitana de Caracas Héctor Rovaín, Erasmo Bolívar e Luis Molina. Eles estavam presos havia 23 anos e eram considerados os presos políticos há mais tempo encarcerados pelo chavismo, que governa a Venezuela desde 1999.

Regime da Venezuela afirmou que anistia “chegou ao fim”

O regime venezuelano vem anunciando libertações de presos políticos desde janeiro, quando Nicolás Maduro foi capturado em uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos. Em fevereiro, o chavismo aprovou uma Lei de Anistia para beneficiar parte dos detidos. Apesar disso, Delcy Rodríguez declarou no fim de abril que a iniciativa “chegou ao fim”.

Segundo dados oficiais do chavismo, mais de 8,5 mil pessoas já teriam sido anistiadas desde janeiro. A maior parte, no entanto, estava em liberdade condicional e apenas teve restrições retiradas. A Foro Penal sustenta que ainda existem 429 presos políticos no país.

Leia também: “Venezuela sem anistia“, reportagem de César Báez publicada na Edição 319 da Revista Oeste

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