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No Ponto

A pressão do STF para Motta não pautar a anistia

Parlamentares afirmam que o tribunal impede a proposta de avançar

Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o combate ao crime organizado é o foco do ministro Alexandre de Moraes | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Há quase dois meses, o plenário da Câmara aprovou com ampla maioria a urgência do Projeto de Lei (PL) da Anistia, do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ). Com a aliança de parlamentares de direita e centrão, tudo mostrava que a medida seria desengavetada.

Ao todo, o projeto de lei recebeu 311 votos favoráveis, 163 contrários e 7 abstenções. Apesar do amplo apoio, estagnou na Câmara — o relator da proposta, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), nem sequer havia apresentado um relatório inicial e já anunciara a mudança para um “PL da Dosimetria”.

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Nos bastidores, parlamentares de oposição relatam um problema ainda maior: Motta não estaria disposto a avançar com a proposta, em virtude da pressão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 

+ Zucco diz que urgência da anistia é passo para contemplar ‘injustiçados’

Segundo um dos deputados ouvido por Oeste, em caráter reservado, o presidente da Casa recebeu um recado de que familiares poderiam ser alvo de operações policiais, caso uma proposta de anistia avançasse.

Entre os familiares que estariam na mira, está o pai de Motta, o prefeito de Patos (PB), Nabor Wanderley (Republicanos). Por isso, o parlamentar estaria receoso de avançar com a proposta nas últimas duas semanas de trabalho — que antecedem o recesso legislativo.

Nabor Wanderley já foi condenado por improbidade administrativa em 2017, sendo obrigado a ressarcir quase R$ 320 mil aos cofres públicos. Ele também foi mencionado na Desumanidade, operação deflagrada em 2015 para investigar suspeitas de desvios em obras custeadas com recursos federais.

+ Anistia segue parada na Câmara, mesmo depois da prisão de Bolsonaro

Delatores relataram que o pai de Motta teria atuado como líder de um esquema responsável por cobrar propina de empreiteiras em contratos de saúde e infraestrutura financiados por meio de emendas parlamentares. Ele, entretanto, nega as acusações.

Em 2025, a gestão do prefeito voltou ao radar da Polícia Federal durante a Operação Outside, que apura fraude e sobrepreço em uma obra viária de R$ 6 milhões. A corporação, porém, afirma que Nabor não é alvo direto da investigação.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail noponto@revistaoeste.com.

3 comentários
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    🦍🦍🦍🦍🦍🦍🦍 12 filhos da Dilma gostaram

  2. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Esses filhos da puta podiam fazer um partido político,e disputar as eleições

  3. David S
    David S

    Dá para imaginar um país democrata de fato, os membros da sua Suprema Corte pressionando o seu legislativo.
    Seriam constitucionalmente, defenestrados dos seus cargos…

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