A CPMI do INSS prevista para esta quinta-feira, 5, foi cancelada depois de o relator da comissão, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), apresentar um quadro de sinusite.
O parlamentar já vinha enfrentando os sintomas desde a última terça-feira, 3. Durante a madrugada desta quinta-feira, no entanto, o quadro se agravou, com febre, dores na garganta e perda de voz, o que o impossibilitou de conduzir as oitivas programadas.
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Diante da situação, Gaspar entrou em contato com o presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), que avaliou ser mais adequado cancelar a sessão prevista para hoje.
Apesar do diagnóstico de sinusite, o estado de saúde do relator é considerado estável, e ele segue em acompanhamento médico. A expectativa é que os trabalhos da CPMI sejam retomados na próxima sessão do colegiado.
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Depoimentos previstos na CPMI do INSS
Para a sessão desta quinta-feira estavam previstos depoimentos considerados estratégicos para o avanço das investigações da CPMI do INSS. Entre eles, a oitiva do presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, e do advogado Cecílio Galvão, apontado como interlocutor de entidades investigadas no esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários.
Com o cancelamento da sessão desta quinta-feira em razão do estado de saúde do relator, os depoimentos devem ser remarcados para a próxima semana, segundo integrantes da comissão.
A convocação de Assumpção foi solicitada para esclarecer falhas e vulnerabilidades nos sistemas que sustentam a gestão de benefícios da Previdência. Em requerimento apresentado à CPMI, o senador Marcos Rogério (PL-RO) argumentou que a presença do dirigente da estatal é necessária para que a comissão possa compreender os problemas de segurança digital que envolvem a empresa.
“A convocação do presidente da Dataprev é indispensável para que esta CPMI possa esclarecer, de forma direta e transparente, as causas e as consequências do vazamento de credenciais internas, bem como as medidas de mitigação adotadas”, afirmou o parlamentar.
Pedido semelhante foi apresentado por Viana, que também defendeu a oitiva do dirigente: “Diversos fatos recentes evidenciam falhas de governança e vulnerabilidades que impactaram diretamente o funcionamento do INSS e podem ter favorecido fraudes”.
O segundo depoimento previsto para a sessão era o do advogado Cecílio Galvão, citado em investigações da fraude. Gaspar apresentou o requerimento com argumento de que a oitiva é necessária para esclarecer pagamentos milionários recebidos por ele de associações de aposentados investigadas.
“A oitiva de Cecílio Galvão mostra-se imprescindível para que esta CPMI possa esclarecer a natureza dos contratos firmados com associações de aposentados e verificar se houve interferência indevida na celebração de acordos com o INSS”, afirmou Gaspar no documento.
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