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No Ponto

Gilmarpalooza — Dia 3 (último): Nobel de Economia, presidente da Petrobras e Galípolo participam do encerramento

Fórum de Lisboa registrou ainda eventos paralelos de empresários, magistrados e advogados no último dia de programação

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, durante o Gilmarpalooza | Foto: Revista Oeste
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, durante o Gilmarpalooza | Foto: Revista Oeste

LISBOA — O Gilmarpalooza chega ao fim, nesta quarta-feira, 3, depois de reunir, ao longo de três dias, ministros de tribunais superiores, integrantes do governo Lula, parlamentares, empresários, advogados e acadêmicos na Universidade de Lisboa.

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A programação de encerramento teve como destaques o economista Joel Mokyr, vencedor do Prêmio Nobel de Economia; e os presidentes Gabriel Galípolo (Banco Central) e Magda Chambriard (Petrobras). Os três participaram dos principais painéis do último dia do Fórum de Lisboa.

Em um dos debates mais aguardados da programação, Galípolo avaliou que o Brasil está relativamente mais bem posicionado do que outras economias para enfrentar choques externos.

“O Brasil se mostrou relativamente mais bem posicionado do que outros países para enfrentar esses choques, por causa de características específicas benéficas de sua economia”, declarou.

Conforme o presidente do BC, uma das razões para isso é a diversificação dos parceiros comerciais brasileiros.

Galípolo observou que, depois da eleição de Donald Trump, em 2024, havia a expectativa de que a economia norte-americana ampliasse sua vantagem competitiva em relação ao restante do mundo.

O Fórum de Lisboa, conhecido como Gilmarpalooza, começou na segunda-feira, 1º/6/2026, e chega ao último dia | Foto: Reprodução/YouTube
O Fórum de Lisboa, conhecido como Gilmarpalooza, começou na segunda-feira, 1º/6/2026, e chega ao último dia | Foto: Reprodução/YouTube

“Imaginava-se que o novo governo seria bastante pró-mercado, que reduziria a tarifa sobre empresas, que desregulamentaria o mercado, e isso estimularia um crescimento mais acentuado da economia norte-americana”, disse.

Magda, por sua vez, defendeu uma “transição energética gradual e compatível” com a realidade atual da economia mundial. De acordo com Magda, a substituição dos combustíveis fósseis exige planejamento e não elimina, no curto prazo, a necessidade da produção de petróleo.

“O aumento da substituição do petróleo pela guerra irá acelerar a produção de novas tecnologias e pesquisas com a finalidade de procurar um novo patamar energético mundial”, disse.

A executiva também sustentou que o desafio passa pela conciliação entre desenvolvimento econômico, sustentabilidade e produção agropecuária. Na avaliação dela, a transição energética exige equilíbrio entre os interesses do agronegócio, as metas ambientais e a atuação das organizações não governamentais.

Ao comentar os reflexos do conflito no Oriente Médio sobre o mercado internacional de energia, Chambriard afirmou que os impactos econômicos devem permanecer mesmo depois do eventual encerramento das hostilidades.

“Os efeitos transcenderão o fim da guerra e perdurarão por, pelo menos, quatro anos, até voltarem ao patamar de US$ 60 o barril”, declarou.

Além dos debates oficiais, o último dia do Fórum de Lisboa manteve a intensa movimentação nos bastidores observada desde a abertura do encontro. Empresários, magistrados, advogados e autoridades brasileiras participaram de reuniões reservadas, almoços e eventos paralelos espalhados pela capital portuguesa.

Nobel alerta para suposta desinformação no Gilmarpalooza

O economista Joel Mokyr, vencedor do Prêmio Nobel de Economia e professor da Northwestern University, também participou da programação de encerramento do Fórum de Lisboa. Em sua exposição, o acadêmico abordou os impactos da tecnologia sobre o desenvolvimento econômico e dedicou parte da apresentação aos efeitos das redes sociais na circulação de informações.

Segundo Mokyr, o ambiente digital ampliou a velocidade de propagação da “desinformação” e reduziu a capacidade de as melhores ideias prevalecerem naturalmente no debate público.

+ Gilmarpalooza — Dia 2: IA, eleições e regulação das redes

“Não podemos ter certeza de que, em um mercado impulsionado pelas redes sociais eletrônicas, as boas ideias normalmente expulsarão as ruins”, afirmou.

Apelidado de “Gilmarpalooza” por reunir parte expressiva da elite política, jurídica e econômica brasileira em Lisboa, o Fórum de Lisboa encerra sua 14ª edição com preservação da tradição de combinar debates públicos com articulações informais longe de Brasília.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail noponto@revistaoeste.com.

2 comentários
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    Nem tão moderna, a TV, veículo que a esquerda brasileira tomou posse, deixa um Lulu esbanjar imbecilidade em afirmações idiotas sobre como nunca foi à escola e que tudo se resolve com uma cervejinha. “Picanha para todos!” Hahahaha (mas nem os devidos charutos cubanos chegarão). Gilmarpalooza, um fiasco criado por um espoliador.

  2. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Escárnio, palavra correta para esse convescote com rótulos de corrupção essa vergonha das (?) otoridades.

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