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• EUA revogaram visto da embaixadora do Brasil em Washington;
• Itamaraty criticou a medida do governo americano;
• Credn se manifestou
A Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados (Credn) criticou, nesta quarta-feira, 5, a política externa do governo Lula depois de os Estados Unidos cancelarem o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti.
Em manifestação, o presidente do colegiado, Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP), disse que a medida representa um novo sinal do desgaste das relações diplomáticas e comerciais entre os dois países.
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“Essa medida reflete a orientação ideológica adotada pelo Ministério das Relações Exteriores, que tem prejudicado a histórica e estratégica parceria entre Brasil e Estados Unidos”, declarou.
Conforme ele, o cancelamento do visto não deve ser considerado um episódio isolado. Orléans e Bragança atribuiu o caso à postura de confronto do governo brasileiro com aliados históricos.
“A insistência do governo em adotar uma postura de confrontação com aliados históricos, motivada por interesses eleitoreiros e viés ideológico, está isolando o país e aproximando-o de regimes autoritários que não compartilham nossos valores democráticos”, acrescentou.
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Caso que envolve Maria Luiza Viotti expõe “falência da política”

Na avaliação do presidente da comissão, a condução da política externa brasileira já produziu consequências econômicas.
Ele citou a imposição de tarifas adicionais a produtos brasileiros pelos Estados Unidos e afirmou que a medida prejudica a competitividade e os empregos no país.
“A falência da política externa do governo Lula se revela no distanciamento crescente do Brasil em relação a parceiros históricos e na perda de credibilidade internacional, com consequências nefastas para nossa economia e nossa segurança”, sustentou.
Orléans e Bragança disse que o Brasil precisa retomar valores que, de acordo com ele, nortearam a diplomacia do país e recuperar a capacidade de atuar como participante relevante e respeitado no cenário internacional.
Comissão cita Israel, Irã e Nicarágua
O deputado também criticou o posicionamento do governo Lula diante de outros países.
Entre os episódios mencionados estão o afastamento de parceiros na América Latina, como Argentina e Paraguai, a retirada de embaixadores da Ucrânia e o rebaixamento das relações diplomáticas com Israel.
Orléans e Bragança lembrou ainda que o governo brasileiro negou o agrément — autorização concedida pelo país que recebe um representante diplomático — ao embaixador indicado por Israel para assumir a representação em Brasília.
O parlamentar acusou o Palácio do Planalto de demonstrar “solidariedade indefensável” ao regime iraniano e de permanecer em silêncio diante da repressão política na Nicarágua. Também mencionou o estremecimento das relações com países democráticos vizinhos, como a Argentina.
Leia também: “Anão diplomático”, reportagem publicada na Edição 166 da Revista Oeste
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