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A busca por antecipar a sucessão patrimonial aumentou 58% de janeiro a julho de 2025, com 88.473 escrituras de doação de imóveis, devido à reforma tributária que, a partir de 2027, implementará alíquotas progressivas para o ITCMD. A cultura sul-coreana, especialmente os K-dramas, impulsionou o comércio no Brasil, com 47% dos brasileiros gastando até R$ 250 mensais em produtos coreanos. O setor farmacêutico mostrou resiliência, com lucros crescentes para RD Saúde e Pague Menos.
“O problema do socialismo é que,
eventualmente, o dinheiro dos outros acaba.”
(Margaret Thatcher, primeira-ministra do Reino Unido,
de 1979 a 1990.)
A procura para antecipar a sucessão patrimonial vem crescendo nos últimos cinco anos e se intensificou no ano passado. De janeiro a julho de 2020, foram registradas 53.905 escrituras públicas de doação de imóveis e, em 2025, 88.473 no mesmo período — um aumento de 58%. Em todo o 2025, os cartórios ainda bateram recorde de 185.861 escrituras. Em 2026, até agora, são 85.418 escrituras registradas. Os dados são do Colégio Notarial do Brasil (CNB) e sintetizam o que vem pela frente com a reforma tributária. É que a partir de 2027, o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), cobrado sobre herança e doações, estará sujeito a alíquotas progressivas e mais caras. O impacto varia em cada Estado, desde que não passe do teto de 8%. Além disso, o valor de mercado dos bens passará a ser usado como referência para cálculo do imposto: quanto maior o patrimônio, maior o pedaço que o governo vai embolsar.
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K-pop
A onda cultural sul-coreana (K-wave) está moldando também o comércio brasileiro. Uma pesquisa realizada pela Serasa, com o Instituto Opinion Box, mostra que 47% dos brasileiros já gastaram até R$ 250 por mês com conteúdo coreano e 18%, acima de R$ 500 mensais. Outros 16% dizem já ter utilizado o limite do cartão de crédito para realizar compras relacionadas ao país asiático. De acordo com o levantamento, os principais interesses dos brasileiros são os K-dramas e séries coreanas, gastronomia e beleza. “Os brasileiros passaram a ver filmes e doramas na pandemia, o que despertou o interesse pelos produtos e comidas da Coreia”, conta Priscila Park, gerente de comunicação do Centro Cultural Coreano no Brasil.

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K-business
Os cosméticos coreanos têm ganhado cada vez mais espaço nas compras online e nas prateleiras de lojas como Sephora e Soneda, e em farmácias. A Pague Menos e a RD Saúde, dona da Raia e Drogasil, são duas grandes marcas do varejo que apostam no segmento. A RD inaugurou nesta semana o piloto de uma loja conceito voltada à beleza e bem-estar para alta renda. Na unidade que fica no Itaim Bibi, em São Paulo, mais de 65% dos produtos são dermocosméticos. As principais apostas da marca são as fragrâncias, produtos para o cabelo e os asiáticos (coreanos e japoneses). A ideia é abrir novas lojas ainda este ano. O Brasil é o 3º maior mercado consumidor de produtos de beleza e cuidados pessoais do mundo.

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Varejo farmacêutico
De acordo com os balanços das duas redes de farmácia, o setor voltou a demonstrar resiliência no segundo trimestre. Impulsionada pela abertura de 76 novas unidades e pela expansão das vendas digitais, a RD Saúde registrou lucro líquido de R$ 432 milhões, crescimento superior a 7% em relação ao ano anterior. Já a Pague Menos avançou em seu processo de recuperação operacional ao reportar lucro ajustado de R$ 73 milhões.
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Bradesco e Itaú têm bons resultados
O Bradesco foi o banco que entregou o melhor resultado no segundo trimestre em relação às expectativas do mercado. Seu lucro líquido recorrente foi de R$ 7,05 bilhões, o que representa uma alta de 16% em relação ao segundo trimestre de 2025. Na mesma base de comparação, o Itaú registrou alta de 7,8% ao totalizar R$ 12,4 bilhões no trimestre. O Santander, por sua vez, ficou ligeiramente abaixo do esperado ao reportar lucro de R$ 3 bilhões — uma queda de 17,6% frente ao mesmo período de 2025.
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Mudança na CVM
Nesta semana, Lula indicou Antonio Carlos Berwanger para a diretoria da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador do mercado de capitais. Ele é funcionário público de carreira e atual superintendente de desenvolvimento de mercado da CVM. A despeito da capacidade técnica, o novo diretor chega num momento de exposição delicada da autarquia no centro de casos rumorosos como o do Banco Master, da Reag e do escândalo contábil da Americanas. O mercado fica apreensivo a respeito da ingerência política, falta de isenção e insegurança jurídica em um órgão que deveria policiar fraudes financeiras. Berwanger ainda precisará passar pelo crivo da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Atualmente, o colegiado é composto por Otto Lobo e João Accioly (indicados no governo Bolsonaro) e por Marina Copola e Igor Muniz (já nomeados por Lula).

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Divisão que só beneficia o governo
A divisão automática de tributos no ato do pagamento — chamada de split payment — começará a valer em janeiro de 2027. O governo defende a nova forma de tributar a população alegando que o mecanismo é essencial contra a sonegação fiscal na reforma tributária. Na prática, porém, vai comprometer o capital de giro, principalmente dos pequenos negócios, uma vez que parte do dinheiro que ficava de 30 a 90 dias no caixa vai direto para o Estado. Paulo Solmucci, que representa os bares e restaurantes no país pela Abrasel, acredita que o impacto será gradual (por questões técnicas) e considera o formato importante. Contudo, alerta para o impacto do recolhimento sobre a alíquota cheia: “Potencialmente, para um setor que tem em torno de 60% das empresas operando sem lucro, sendo 20% com prejuízo, o resultado será de muito sofrimento e quebradeiras”.
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Mais cachaça
O mercado nacional de cachaça atingiu um marco histórico no número de produtores formalizados dos últimos oito anos: passou de 1.266, em 2024, para 1.538, em 2025 — um aumento de 21%. A produção declarada da aguardente foi de 234,4 milhões de litros e registrou 6.232 empregos diretos. Os dados são do Anuário da Cachaça 2025, produzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A pesquisa mostra ainda que, dos 844 municípios onde a pinga é produzida, a região Sudeste é a maior produtora, com destaque para Minas Gerais, que responde por cerca de 36% dos estabelecimentos no país. Já em relação à exportação, em 2025, os países que mais compraram a cachaça brasileira são, nesta ordem: Paraguai, Alemanha e Estados Unidos.

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DICA DA SEMANA, por João Doria, copresidente do conselho do Lide e ex-governador de São Paulo.
A Regra É Não Ter Regras, de Reed Hastings e Erin Meyer
“É um livro provocativo, cuja tese central afirma que quanto mais talentosas e responsáveis forem as pessoas, de menos regras elas precisam. O livro foi escrito pelo fundador da Netflix, Reed Hastings. Ele explica por que a empresa decidiu abandonar muitas das regras tradicionais das grandes corporações e prefere ter uma equipe pequena, mas formada apenas por profissionais excepcionais.”
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