Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você
Alexandre de Moraes autorizou uma operação policial contra a fonte do jornalista Luís Pablo, que denunciou o uso pessoal de recursos públicos pelo ministro Flavio Dino, gerando críticas de jornalistas e entidades como a Abraji, que defendem o sigilo da fonte como garantia constitucional. A medida é vista como uma tentativa de intimidar a imprensa, refletindo uma escalada autoritária de Moraes, que já se manifestou contra outros jornalistas e impôs restrições à liberdade de expressão.
Alexandre de Moraes autorizou operação policial contra a fonte do jornalista maranhense Luís Pablo, autor de reportagens que mostraram uso pessoal de recursos públicos pelo ministro Flávio Dino. O sigilo da fonte, no jornalismo, é considerado sagrado, e não é para menos: é justamente o que permite investigações contra os poderosos. Moraes prefere a censura.
O jornalista já disse que não vai se calar, enquanto vários profissionais e entidades de classe repudiaram o ato abusivo de Moraes. Foi o caso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), que criticou a medida e lembrou que o sigilo da fonte é uma garantia constitucional. Antes tarde do que nunca! Muitos jornalistas, afinal, resolveram abandonar a preocupação com as garantias constitucionais enquanto Moraes tinha como alvo os “bolsonaristas”.
Primeiro pegaram Oswaldo Eustáquio, mas como ele é esquisitão, então se calaram. Depois foram para cima de Allan dos Santos, e como ele é sensacionalista, aplaudiram. Aí foram atrás de mim e do Guilherme Fiuza, e como defendíamos pautas mais à direita, deixaram passar. Até que a perseguição autoritária chegou mais perto da grande imprensa.
No fundo, o intuito de Moraes com essa medida é justamente intimidar os jornalistas. Ele não tem coragem, ainda, de partir com tudo para cima de Malu Gaspar e da Globo, então ele usa um jornalista menos conhecido do Maranhão para “mandar seu recado”: ninguém está a salvo! Nem as fontes serão poupadas! Vão mesmo investigar o caso Master agora?
Esse mesmo modus operandi foi adotado nas punições severas para os manifestantes do 8 de janeiro. Quando a Débora do batom pega 14 anos de prisão, isso serve para acuar o povo e desmobilizar qualquer manifestação crítica ao STF. Todos passam a ter medo de sofrer o mesmo destino, mesmo sem qualquer crime cometido. Cria-se uma espiral de silêncio no país. É exatamente esse o objetivo de Moraes.

O que chama a atenção, portanto, é o silêncio cúmplice de boa parte da mídia até aqui. Vários jornalistas endossaram a narrativa de “golpe” e aplaudiram o arbítrio supremo. O Inquérito das Fake News já completou sete anos e a imprensa passou a banalizar esse absurdo. Moraes ordenou a retirada do ar de reportagem que citava Dias Toffoli (então presidente do STF) com base em documento da Lava Jato (“o amigo do amigo de meu pai”). Classificou como fake news e impôs multa diária. Por onde andavam os jornalistas?

Moraes decidiu suspender plataformas, chegou a incluir Elon Musk num inquérito, proibiu entrevistas, e fez tudo isso sendo capa de revista como se fosse a muralha protegendo a democracia. Seres humanos reagem a incentivos, e Moraes, já com uma inclinação bastante tirânica, encontrou na velha imprensa um incentivo e tanto para seguir sua escalada autoritária. Agora, como diria Arminio Fraga sobre o governo Lula, que ajudou a eleger, a turma está com medo.
Mas não podemos ignorar que o monstro foi alimentado pelos próprios jornalistas, e não foi por falta de aviso. Resta saber se não é tarde demais, se a reação será suficiente para conter os abusos de Moraes. Parece pouco provável, até porque nem o pagamento de R$ 80 milhões do banqueiro fraudulento ao escritório de sua família foi suficiente para colocar Moraes na defensiva.
A última esperança talvez seja a eleição para o Senado este ano. O filtro principal do eleitor deveria ser justamente esse: só votar em candidatos que tenham claro compromisso com o impeachment de ministros do STF, em particular de Alexandre de Moraes. Argumentos não faltam; agora é preciso coragem. E só senadores independentes e sem rabo preso terão condições de levar adiante essa prerrogativa constitucional do Senado, que vem sendo negligenciada faz tempo.
Leia também “Um plebiscito sobre Lula”
Como é bom existir uma revista como a Oeste, onde os fatos são apresentados claramente, e onde o debate, os argumentos e as divergências são livres.
Parabéns à direção, os colunistas e demais colaboradores da Oeste.
Tenho certeza que a Oeste crescerá muito mais.
Pois é Constantino, te admiro e portanto creio importante que você convença Ricardo Salles em quem votei para deputado federal em 2022 a se afastar dessa loucura que poderá levar duas inúteis politicas da esquerda a levar nosso Senado de São Paulo. Não conheço Andre do Prado, mas vamos ser inteligentes porque essa é a indicação da família Bolsonaro que gostemos ou não esta no PL.
Afinal Constantino, Andre do Prado ou Marina ou Simoni.
Não adianta Constantino fazer um comentário lógico com você, ainda ontem assistindo o 4 por 4 você volta a criticar a aliança do PL para eleger o candidato André do Prado, indicado pela família Bolsonaro e seguramente pelo próprio. Você não percebe que o Ricardo Salles vai acabar elegendo alguém da esquerda como Marina ou Simone? Não podemos esquecer que Ricardo Salles se uniu a Pablo Marçal para a prefeitura de São Paulo
Infelizmente Rodrigo Constantino se afastou da razão tem expelido seus leitores que não concordam com a postura atual dele.
Ele, Ana Paula e o Programa 4 por 4 me bloquearam no X (@eduscarv), mesmo eu sendo assinante do programa, por eu fazer perguntas desconfortáveis como esta.
Constantino tem falado em suas participações na Oeste apenas sobre políticos do NOVO, mesmo passando vergonha quando o Zema disse que Arminio Fraga era uma excelente opção. Lembro bem que Constantino foi extremamente crítico ao Arminio depois de declarar voto em Lula em 2022.
Espero que a Revista Oeste não venha aqui apagar os meus comentários novamente.
Sou assinante desta Revista há mais de 6 anos e renovei por mais 10!
Não vou me cansar de aparecer por aqui, a não ser que a Revista cancele a minha assinatura e devolva meu dinheiro.
Sempre fui seguidor da Revista e de seus colunistas nas redes sociais, mas, infelizmente, alguns dos colunistas, como Ana Paula Henkel e Rodrigo Constantino, não fazem questão da minha audiência, tanto que me bloquearam no X (@eduscarv).
Nunca agredi nem xinguei ninguém. Fiz apenas perguntas que, na pior das hipóteses, poderiam ser classificadas como desconfortáveis.
Nem jornalistas de esquerda me bloquearam, apesar de deixar comentários muito mais duros nas páginas deles.
Deixo aqui registrada a minha ENORME insatisfação com a Revista e, principalmente, com estes colunistas.
É desesperador saber do Tayaya, Lava Jato, presos políticos, neoconstitucionalismo, Master, Roubo de aposentados, Macallan e escambal e ainda ter 2 candidatos antecipadamente apoiando o eleição da treva corruPTa
De acordo Constantino com suas colocações, porem o problema será encontrar candidato ao senado, politico que não tenha rabo preso para poder votar,,,,,,,,
Senadores de direita? Desde sempre o nordeste mandou no senado, e não vai ser diferente a partir de agora. “Vós que entrais, abandonem todas as suas esperanças”. Como dizia Ulisses Guimarães: “Você acha ruim esse congresso? Espere o próximo pra você ver.”