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Brasil

Anvisa aprova primeira injeção contra HIV

Ainda não há divulgação sobre a comercialização no Brasil

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Medicamento reduz o risco de infecção pelo vírus da Aids | Foto: Reprodução/Shutterstock

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a primeira injeção de prevenção contra infecções causadas pelo HIV. O cabotegravir é uma profilaxia pré-exposição (PrEP), que serve para reduzir o risco de contrair o vírus da Aids.

O medicamento é fabricado pela farmacêutica britânica GSK, mas ainda não há nenhuma divulgação sobre a comercialização no Brasil. A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União em 5 de junho.

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A injeção foi aprovada pela FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, em 2021. Ela é administrada com duas doses iniciais com um mês de intervalo e, depois disso, a cada dois meses.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deverá conduzir o projeto piloto da injeção contra a Aids. Ainda não há previsão de quando o medicamento injetável será oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Antes, é necessária uma avaliação do Ministério da Saúde para decidir se irá incorporar ou não o novo medicamento à estratégia da PrEP e definir as regras para isso.

A PrEP não é considerada uma vacina. A Organização Mundial da Saúde avalia que se trata de um imunizante caracterizado por produzir uma resposta do sistema imunológico, como por meio da produção de anticorpos ou de células de defesa.

É preciso que a pessoa esteja sempre recebendo o medicamento em um esquema contínuo. Se interrompido, a proteção desaparece.

Grupos de risco

Desde 2017, a estratégia de prevenção é oferecida pelo SUS por meio de comprimidos diários. A terapia é destinada a grupos considerados de maior risco de exposição ao HIV, como homossexuais, profissionais do sexo e pessoas que não vivem com o vírus, mas estão em um relacionamento sorodiscordante (em que outra pessoa vive com o HIV).

Segundo o Ministério da Saúde, um milhão de brasileiros vivem com o vírus. No mundo, o programa para aids das Nações Unidas (Unaids) estima um total de 38,4 milhões de indivíduos.

Com a terapia antirretroviral, os casos da síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids) caíram 18,5% no mesmo período no Brasil, passando de 43,2 mil novas notificações, em 2011, para 35,2 mil, em 2021.

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2 comentários
  1. Ricardo Hugo da Silva e Oliveira
    Ricardo Hugo da Silva e Oliveira

    “A PrEP não é considerada uma vacina. A Organização Mundial da Saúde avalia que se trata de um imunizante caracterizado por produzir uma resposta do sistema imunológico, como por meio da produção de anticorpos ou de células de defesa.”.
    A frase dá a entender que o cabotegravir é, erradamente, um imunizante

  2. Christian
    Christian

    Qualquer boa notícia para diminuir a contaminação pela AIDS é bem vinda.

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