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Cavalo mutilado estava vivo durante agressão, aponta perícia

Veterinária Luana Gesualdi afirma que hematomas só ocorrem quando o animal ainda tem sinais vitais

De acordo com as informações, depois de cair de exaustão, o cavalo foi agredido com cortes nas patas e golpes de faca no abdômen | Foto: Reprodução/Redes sociais
De acordo com as informações, depois de cair de exaustão, o cavalo foi agredido com cortes nas patas e golpes de faca no abdômen | Foto: Reprodução/Redes sociais

Depois da finalização da perícia realizada pela Polícia Civil, autoridades confirmaram que o cavalo mutilado em Bananal, interior de São Paulo, estava vivo no momento em que teve as patas cortadas. De acordo com a perícia, hematomas identificados no corpo do animal só poderiam ser provocados enquanto ele ainda tinha sinais vitais.

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A veterinária Luana Gesualdi afirmou nas redes sociais que, “quando o animal está sem vida, é um cadáver, você não consegue desferir golpes e causar hematomas, só quando o animal está vivo”. A investigação mostrou que o cavalo havia tombado por exaustão depois de ser obrigado a percorrer um trajeto de 15 km.

Dinâmica do crime e depoimento do agressor

Responsável pela agressão, Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz alegou, em depoimento, estar embriagado no momento dos fatos. O delegado informou que, possivelmente, em razão do estado de embriaguez, Queiroz pode ter acreditado que o animal já estivesse morto quando começou os cortes.

Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, homem que mutilou o cavalo | Foto: Reprodução/Redes sociais
Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, homem que mutilou o cavalo | Foto: Reprodução/Redes sociais

A veterinária explicou o fato de haver pouca quantidade de sangue no local. “Quando o animal está naquela situação, afrouxado, em exaustão, em uma fadiga muito grande e grave, a pressão dele cai”, explicou. “Ou seja, o animal fica desfalecido e fica com pulsos muito baixos. A pressão cai. Por isso não se tem muito sangue.”

Repercussão do caso que envolveu o cavalo

O caso gerou indignação nas redes sociais. A ativista Luísa Mell se manifestou. “Monstros!”, afirmou. “Como pode, gente? Pelo amor de Deus. Exigimos punição. Esses covardes têm de pagar. Cortaram as patas de um cavalo simplesmente porque ele não aguentava mais andar.” A cantora Ana Castela também classificou o episódio como covardia e pediu mobilização popular.

Além das reações individuais, a Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente publicou nota de repúdio à mutilação e morte do cavalo. A Prefeitura de Bananal, em comunicado, declarou que acionou a Delegacia de Polícia e a Polícia Ambiental imediatamente.

De acordo com as informações, depois de cair de exaustão, o cavalo foi agredido com cortes nas patas e golpes de faca no abdômen. O autor relatou que pretendia facilitar a remoção do corpo.

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