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Justiça aumenta penas de Lessa e Queiroz por assassinato de Marielle

Tribunal de Justiça do Rio acolheu recurso apresentado pelo Ministério Público do Estado

Ronnie Lessa recebeu uma condenação de 78 anos, enquanto Élcio de Queiroz foi sentenciado a 59 anos | Foto: Divulgação/Ministério Público
Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram condenados pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes | Foto: Divulgação/Ministério Público

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A Justiça do Rio de Janeiro aumentou as penas dos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves, ocorridos em março de 2018. A decisão, tomada em 4 de agosto de 2026 pela 1ª Câmara Criminal do TJRJ, atendeu a um recurso do Ministério Público, elevando a pena de Lessa de 78 anos e 9 meses para 81 anos e 10 meses, e a de Queiroz de 59 anos e 8 meses para 76 anos e 6 meses,.

A Justiça do Rio de Janeiro aumentou as penas impostas aos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves. O crime ocorreu em março de 2018.

A decisão foi tomada na última terça-feira, 4, pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ). O órgão acolheu um recurso apresentado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

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Com isso, a pena de Ronnie Lessa subiu de 78 anos e nove meses para 81 anos e dez meses de prisão. A de Élcio Queiroz passou de 59 anos e oito meses para 76 anos e seis meses.

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O que diz o Ministério Público

O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) afirmou, no recurso, que “não havia considerado circunstâncias relevantes para a dosimetria da pena” na sentença aplicada em outubro de 2024, quando Lessa e Queiroz foram condenados.

De acordo com o MPRJ, a forma como os assassinatos foram cometidos, com diversos disparos em via pública, e a repercussão internacional dos assassinatos de Marielle e Anderson justificam a elevação da pena.

“A tentativa de homicídio de Fernanda Chaves foi igualmente ressaltada, uma vez que ela sobreviveu, porque se abaixou no interior do veículo, tendo o corpo da vereadora servido de anteparo aos disparos”, diz o MPRJ.

“O Gaeco/MPRJ sustentou a necessidade de aumento das penas para assegurar a correta aplicação dos critérios legais de individualização da sanção, em razão da elevada intensidade do dolo, do sofisticado planejamento da ação criminosa e da gravidade dos delitos praticados”, completou o MPRJ.

Leia também: “Caso Marielle: Domingos Brazão perde cargo de conselheiro no TCE-RJ”

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