publicidade
Brasil

Justiça condena mercado a indenizar ex-funcionário trans

Ex-colaborador do Atacadão disse que sofreu 'transfobia' e receberá R$ 63,8 mil por danos morais e materiais

O movimento trans abriga as pessoas transgênero, não-binárias e de outras identidades de gênero que não se alinham com o sexo atribuído ao nascer | Foto: Reprodução/Redes sociais
Ex-funcionário do Atacadão disse que sofreu 'transfobia' ao ser chamado pelo 'nome morto' | Foto: Reprodução/Redes sociais

Um ex-funcionário trans de uma das unidades da rede de mercados Atacadão, em São Paulo, obteve vitória na Justiça do Trabalho depois de enfrentar situações que classificou como “transfobia e omissão” por parte da empresa.

O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região determinou, em decisão publicada em 14 de maio, o pagamento de R$ 20 mil por danos morais e R$ 43.896,07 por danos materiais ao trabalhador. Ainda há possibilidade de recurso.

Receba nossas atualizações

O profissional, contratado em junho de 2022 para o cargo de operador de caixa, informou a identidade de gênero e o nome social à empresa desde o início do vínculo.

Conforme o processo, ele foi chamado repetidas vezes por seu “nome morto” (ou seja, seu nome de registro de nascimento), inclusive em chamadas públicas realizadas no microfone do estabelecimento.

Suposta resistência da empresa e decisão judicial

Esses juízes se recusam a participar de uma eleição agendada para junho pelo tribunal de Justiça. Juízes renunciam no méxico
Decisão judicial diz que Atacadão cometeu discriminação e ‘violência psicológica’ ao chamar funcionário por ‘nome morto’ | Foto: Divulgação/Pixabay

O relato judicial detalha que o funcionário apresentou documentos comprovando a retificação do registro civil e solicitou formalmente a atualização do nome nos sistemas internos. Mesmo assim, o Atacadão teria se recusado a efetuar a alteração, justificando que a mudança não estava registrada na Receita Federal.

Para o juiz Rodrigo de Arraes Queiroz, “o uso reiterado e injustificado do ‘nome morto’ do autor, bem como a resistência injustificada em proceder às alterações funcionais do nome do obreiro, configura ato ilícito e manifesta prática discriminatória, constituindo verdadeira violência psicológica e simbólica” contra o funcionário trans.

A sentença também considerou que o trabalhador sofreu um acidente típico no ambiente de trabalho, sem que a empresa emitisse a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). O laudo pericial confirmou redução da capacidade laborativa, caracterizando doença ocupacional segundo os critérios legais.

Empresa se pronuncia sobre incidente com funcionário trans

Segundo a decisão, depoimentos e documentos internos que utilizavam o nome de nascimento reforçaram a robustez das provas.

A magistrada ressaltou que a indenização tem caráter pedagógico, servindo para desencorajar a discriminação nos ambientes profissionais.

Em resposta, o Atacadão declarou que “rede reforça seu compromisso com o respeito à diversidade e com a promoção de um ambiente de trabalho inclusivo e livre de qualquer forma de discriminação”.

“Como parte desse compromisso, realiza treinamentos contínuos de diversidade e inclusão com seus colaboradores”, acrescenta a nota. “A companhia também mantém canais de denúncia confidenciais e seguros, disponíveis para que os colaboradores possam relatar eventuais irregularidades. Em relação ao processo mencionado, informa que está avaliando os fundamentos da sentença e que se manifestará nos autos.”

+ Leia mais notícias do Brasil em Oeste

2 comentários
  1. Sergio Hora
    Sergio Hora

    Quem escreve esses textos presta atenção no que está fazendo?
    Num momento o juiz da causa é Rodrigo de Arraes Queiroz, para logo em seguida ser tratado como “a magistrada”.
    Se o autor não tem responsabilidade, o editor tem.

    1. Inteligencia Artificial
      Inteligencia Artificial

      A sintese da liberdade de expressao da Revista Oeste:
      Ser claro, para nós, significa o seguinte: só escrever de maneira a permitir a compreensão imediata do que está escrito.
      Ser conservador, em nosso entendimento, é defender claramente que as coisas boas sejam conservadas.
      Achamos que os problemas do capitalismo devem ser corrigidos com mais capitalismo, e não menos.
      Estamos convencidos de que o Estado deve interferir o mínimo possível nas atividades lícitas do cidadão.
      Somos contra a propensão dos governos de atribuir a si próprios poderes que nunca demos a eles pelo voto democrático.
      O fato fundamental sobre as ideias de esquerda, para nós, é bem claro: elas não funcionam.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade