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Laudo pericial reconstrói trajeto de Orelha, mas não confirma agressão

As imagens são de câmeras de segurança da região e de um vídeo compartilhado por aplicativo de mensagens

Os peritos Paulo Ricardo de Oliveira Blanco e Cristiano Români Barcelos compararam as imagens do cão Orelha no vídeo com as que foram publicadas nos veículos de imprensa | Foto: Divulgação/Polícia Científica de Santa Catarina
Os peritos Paulo Ricardo de Oliveira Blanco e Cristiano Români Barcelos compararam as imagens do cão Orelha no vídeo com as que foram publicadas nos veículos de imprensa | Foto: Divulgação/Polícia Científica de Santa Catarina

A Polícia Científica de Santa Catarina analisou os vídeos que mostram a trajetória do cão Orelha na Praia Brava, em Florianópolis. As imagens são de câmeras de segurança da região e de um vídeo compartilhado por aplicativo de mensagens.

Os peritos Paulo Ricardo de Oliveira Blanco e Cristiano Români Barcelos compararam as imagens do cão no vídeo com as que foram publicadas nos veículos de imprensa.

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Essa análise faz parte das novas investigações solicitadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O órgão apontou lacunas nas apurações iniciais conduzidas pela Polícia Civil do Estado e pediu novas averiguações. O objetivo é ter mais esclarecimentos e maior precisão na reconstrução dos fatos.

Polícia não apresenta provas da agressão ao cão Orelha

Em 4 de janeiro, o cão Orelha foi encontrado com várias fraturas debaixo de um carro em Florianópolis | Foto: Reprodução/Polícia Civil de Santa Catarina
Em 4 de janeiro, o cão Orelha foi encontrado com várias fraturas debaixo de um carro em Florianópolis | Foto: Reprodução/Polícia Civil de Santa Catarina

Um adolescente de 15 anos foi acusado de espancar o animal em 4 de janeiro. A Polícia Civil pediu a internação do menor. Apesar da acusação, a corporação não apresentou provas que o incriminassem.

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Ao estudar as imagens, os peritos não conseguiram observar agressões diretas ao animal. O documento mostra que Orelha circulou livremente por ruas próximas à Avenida Tom Traugott Wildi durante a madrugada e a manhã do dia 4 de janeiro.

Leia mais: “Ministério Público contesta relatório que aponta coação no caso do cão Orelha”

O cachorro permaneceu por cerca de uma hora na área de acesso do condomínio Águas da Brava, sem interação com pessoas que passavam pelo local. Além disso, os peritos não conseguiram observar mudança significativa no modo como o cachorro se locomovia durante todo o trajeto analisado.

Perícia descarta fraturas provocadas por ação humana

A Polícia Científica também fez uma análise detalhada dos ossos do animal depois da exumação. O relatório, que Oeste teve acesso, descarta fraturas provocadas por ação humana.

Os profissionais também negaram que o cão tenha sido atingido na cabeça por um prego. Esse rumor foi amplamente disseminado nas redes sociais e na imprensa. Segundo os especialistas, a penetração de um prego deixaria uma fratura circular no crânio, o que não foi observado durante a avaliação.

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