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Corpo de Luis Fernando Verissimo é velado em Porto Alegre em cerimônia aberta ao público

O escritor morreu neste sábado, aos 88 anos

O escritor Luis Fernando Verissimo, fotografado na biblioteca de sua residência, em Porto Alegre – 1º/10/2013 | Foto: Eduardo Nicolau/Estadão Conteúdo
O escritor Luis Fernando Verissimo, fotografado na biblioteca de sua residência, em Porto Alegre – 1º/10/2013 | Foto: Eduardo Nicolau/Estadão Conteúdo

O corpo do escritor Luis Fernando Verissimo começou a ser velado neste sábado, 30, em Porto Alegre. A despedida ocorre no Salão Nobre Júlio de Castilhos, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, e está aberta ao público até o início da noite. Depois da cerimônia, a família realizará um ato reservado, restrito a parentes e amigos próximos. O horário e o local do sepultamento não foram divulgados.

Verissimo morreu na manhã deste sábado, aos 88 anos, em decorrência de complicações de uma pneumonia. Ele estava internado desde 17 de agosto no Hospital Moinhos de Vento, tratando sequelas de um AVC e a progressão da Doença de Parkinson.

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O governador Eduardo Leite decretou três dias de luto oficial no Estado. “O Rio Grande do Sul e o Brasil perdem um dos grandes nomes da literatura nacional, cuja obra marcou gerações de leitores com sacadas inteligentes e um humor peculiar para falar dos nossos desafios como brasileiros”, escreveu o político, na plataforma X.

Políticos deixam mensagem a Luis Fernando Verissimo

Autoridades municipais, estaduais e federais participaram da despedida, incluindo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O prefeito Sebastião Melo fez uma breve visita, sem falar com a imprensa. Já ex-governadores como Tarso Genro e Olívio Dutra destacaram o papel de Verissimo como intelectual e sua sensibilidade em retratar o cotidiano brasileiro com humor e ironia.

“Ele unia conhecimento literário profundo com um olhar crítico sobre o país”, disse Genro. Já Olívio Dutra afirmou que Verissimo soube transformar a vida cotidiana em crônicas que capturaram “o universo humano em toda sua riqueza”.

O legado

Filho do romancista Érico Verissimo, Luis Fernando trilhou um caminho próprio, distante do romance histórico e do realismo fantástico do pai. Ficou conhecido pelas crônicas que retratavam com humor a vida da classe média urbana, além de atuar como romancista, cartunista e roteirista.

Verissimo integrou a redação do jornal O Pasquim durante o regime militar e, a partir de 1988, consolidou sua carreira como cronista em veículos de alcance nacional.

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