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PF apreende mais de 50 fósseis ligados a contrabando no Ceará

Operação mira comércio ilegal de material paleontológico na região da Bacia do Araripe

Fósseis
Durante as buscas, os agentes recolheram 56 fósseis e também pedras semipreciosas | Foto: Reprodução/Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) iniciou, na quinta-feira 5, uma ofensiva contra o comércio ilegal de fósseis no Ceará. A Operação Raptor Legacy busca combater o contrabando internacional desses materiais e outras práticas ligadas à retirada e venda irregular de bens pertencentes à União.

Os agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão. Quatro ocorreram no município de Nova Olinda e um em Juazeiro do Norte. As medidas visam reunir provas sobre a comercialização clandestina de fósseis originários da Bacia do Araripe, região conhecida pelo valor de seu patrimônio paleontológico.

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“A operação foi intitulada de Raptor Legacy, que faz referência à usurpação do patrimônio histórico e cultural da região, bem como à existência de vínculos familiares entre parte dos investigados”, informou a PF.

A investigação começou quando autoridades identificaram páginas na internet que ofereciam fósseis à venda. Os indícios indicaram que parte do material poderia ter origem na área da Bacia do Araripe.

Com o avanço das apurações, policiais localizaram suspeitos de participação direta no envio ilegal dessas peças para o comércio clandestino.

Durante as buscas, os agentes recolheram 56 fósseis e também pedras semipreciosas. O material passará por perícia para determinar a procedência e auxiliar o andamento da investigação.

PF identifica investigados com histórico em crimes semelhantes

A operação também revelou que alguns dos investigados já possuíam antecedentes relacionados ao mesmo tipo de crime.

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Entre os alvos aparece um servidor público e um suspeito que mantinha uma loja virtual dedicada à venda de fósseis. Segundo a PF, o investigado oferecia diferentes tipos de peças a compradores pela internet.

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