Altair Pinto Alaluna, um dos últimos ex-combatentes vivos da Força Expedicionária Brasileira (FEB), morreu na sexta-feira 24, aos 105 anos. Natural de Sumidouro, na Região Serrana do Rio de Janeiro, ele integrou as tropas brasileiras na Segunda Guerra Mundial.
Entidades ligadas à FEB divulgaram homenagens nas redes sociais no sábado. O conteúdo relembra a atuação de Alaluna na Itália, onde participou das operações ao lado das forças aliadas durante o conflito, entre 1939 e 1945.
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Homenagens destacam trajetória militar
Um texto assinado pelo Motoclube Germanus LE, compartilhado pela FEB, descreve o ex-combatente como símbolo de resistência e dedicação. “Ao olhar para sua trajetória, não vemos apenas um veterano. Vemos um símbolo vivo de resistência, dignidade e entrega”, diz a publicação.
A Prefeitura de Sumidouro decretou luto oficial de três dias. Em nota, destacou o legado do militar. “Mais do que testemunha da história, foi exemplo vivo de dignidade, perseverança e amor à sua terra”, informou.
Alaluna nasceu em 22 de setembro de 1920, em Sumidouro. Ele embarcou para a Itália em 2 de julho de 1944, no primeiro escalão expedicionário, a bordo do navio General W.A. Mann.
Durante a campanha, atuou em funções de apoio logístico às tropas brasileiras no teatro de operações. A participação integrou o esforço da FEB ao lado das forças aliadas em um dos períodos mais marcantes do século 20.
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Entre 1944 e 1945, mais de 25 mil militares da FEB cruzaram o Oceano Atlântico para integrar o esforço aliado no combate ao totalitarismo na Europa. O Brasil foi o único país da América Latina a enviar tropas para atuar diretamente na Segunda Guerra Mundial, o maior conflito armado da história.
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