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Unesp demite professora que foi a manifestação em Brasília

Docente foi detida em um ônibus que retornava da capital federal em 9 de janeiro

professora unesp
A universidade informou que a docente ainda pode recorrer da decisão | Foto: Foto: Divulgação

Uma professora da Universidade de São Paulo (Unesp) em Botucatu foi demitida por ter participado das manifestações em Brasília no dia 8 de janeiro. A decisão foi publicada no sábado 29, no Diário Oficial do Estado.

A universidade alegou que a docente foi detida em 9 de janeiro, quando voltava de Brasília com outros 44 passageiros. Na época, eles foram levados à delegacia e liberados. A professora, que fazia parte do Instituto de Biociências de Botucatu, foi afastada de suas funções desde então.

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O nome da docente não consta na lista de acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ou de réus do Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar disso, a universidade abriu um processo administrativo contra ela, o que levou à sua demissão.

Professora da Unesp ainda pode recorrer

Em nota, a Unesp informou que o referido processo “respeitou o princípio constitucional da ampla defesa, o que foi atestado pela Assessoria Jurídica da universidade, e propôs ao reitor a demissão da servidora, após a constatação da violação de deveres funcionais previstos no Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado”, o que é considerado “infração disciplinar de natureza gravíssima”.

De acordo com a instituição, mesmo que a decisão tenha sido tomada, o funcionário mantém o direito de recorrer ao Conselho Universitário.

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19 comentários
  1. Quirino
    Quirino

    Trabalhei por quase 20 anos na Unesp, posso dizer que é uma instituição infestada por canhotas e pior, canhotas metidos a besta.

    1. Eduardo
      Eduardo

      Concordo com você Quirino.
      Parte da minha formação também fiz lá e posso corroborar com sua afirmação : Canhotas metidos a besta.

  2. Rodrigo de Moraes Filho
    Rodrigo de Moraes Filho

    Assessoria Jurídica da UNESP, deve dar expediente na sede da Associação de Professores daquela Universidade (Sindicato), e tem o Reitor sob ameaça. Pois, somente isso explica, a proposta estapafúrdia de Demissão e, a corroboração daquela Autoridade.
    Ou, navegam no mesmo barco.
    Está aí, Governador, algo que deve ser olhado com uma lupa, pois, independência administrativa e financeira, não confere a ninguém, o direito de praticar inconstitucionalidades e, é disso que se trata.

  3. Raimundo Evanes Teixeira Filho
    Raimundo Evanes Teixeira Filho

    Gostaria se ela estivesse em uma manifestação organizada pela CUT era sofreria alguma represália?

  4. MB
    MB

    Se fosse com a esquerda o Governo do Estado de São Paulo já teria proibido a demissão.

  5. Ed Camargo
    Ed Camargo

    Liberdade de protesto, liberdade de opinião, são garantidas pela Constituição. Circunscrever nossa liberdade de pensamento e expressão por causa da sensibilidade delicada dos nossos governantes, é a mais deplorável forma de totalitarismo e tirania imaginável.

  6. José Camargo
    José Camargo

    Perseguição pura e simples.Mais uma prova de que o sistema de ensino,principalmente,o superior está tomado pelos esquerdopatas.

  7. Thiago
    Thiago

    Essa é a esquerda, defendem escola com partido e ativismo dentro da escola, mas só vale o ativismo deles, mesmo fora da escola.

  8. saul simões junior
    saul simões junior

    Que absurdo é esse? O professor não tem direito a vida privada?

  9. Renato
    Renato

    Não tenho nada a comentar sobre as universidades públicas, pois sua relevância está diminuindo bastante. Mas só uma correção Universidede de São Paulo é a USP, Unesp é Universidade Estadual Paulista.

  10. Selma
    Selma

    Nossas universidades se tornaram KGBs tupiniquim faz tempo ,nem sei como ela sobreviveu lá todo esse tempo .

  11. Leandro Prazeres Soares
    Leandro Prazeres Soares

    Total absurdo! Há que ser revertida essa atitude inaceitável.

  12. Rosa Lucia Leme Abicair
    Rosa Lucia Leme Abicair

    Qual dever funcional ela infringiu? Ela coagiu alunos como a esquerda faz? Ou simplesmente exerceu seu direito constitucional de se manifestar?

  13. Ediana Soares Quirino
    Ediana Soares Quirino

    Se ela tivesse com camiseta Lula livre ou um bandeira do MST não seria demitida

  14. Apolinário de Almeida
    Apolinário de Almeida

    Ilegal, como tudo nessa ditadura que foi instaurada no Brasil. Perseguição política. Cabível de indenização pecuniária. A professora é também cidadã e tem o direito de exercer sua liberdade de expressão. Seu ato de protesto em nada violou as obrigações com a instituição, que ao contrário, ao meu ver, cometeu crime gravíssimo contra a pessoa humana.

  15. Marcelo De P. Santos
    Marcelo De P. Santos

    Deveria ter levado uma camisa do MST por baixo, pra evitar esse transtorno….

  16. Everaldo Ibrahim
    Everaldo Ibrahim

    Então uma professora não pode manifestar seu pensamento estando dentro de um “local de debate”?
    A pergunta é : se ela cantasse um “Lula lá” seria demitida?
    Liberdade de opinião está morta! POLTAQUELPARÉL!

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