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Economia

Empreendedor com deficiência visual cria negócio de R$ 100 mil por mês

Arthur Sendas transformou uma dificuldade pessoal em uma startup de tecnologia assistiva

Empreendedor com deficiência visual cria negócio de R$ 100 mil por mês
O See U usa inteligência artificial para reconhecer objetos, pessoas e textos e orientar usuários com deficiência visual | Foto: Reprodução/See U

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

Arthur Sendas, um empreendedor com acromatopsia, fundou a startup See U, que desenvolve tecnologia assistiva para pessoas com deficiência visual, faturando cerca de R$ 100 mil mensais. Seu principal produto é um aplicativo que utiliza inteligência artificial para identificar objetos e descrever ambientes. A ideia surgiu de sua experiência pessoal e foi aprimorada ao longo do tempo.

O empreendedor Arthur Sendas, que nasceu com acromatopsia e enxerga em preto e branco, transformou a própria deficiência em uma oportunidade de negócio. Ele criou uma empresa de tecnologia assistiva que desenvolve ferramentas para ajudar pessoas com deficiência visual e hoje fatura cerca de R$ 100 mil por mês. A história foi contada pelo programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da Globo.

Sendas criou a startup com o objetivo de ampliar a autonomia de pessoas cegas e com baixa visão. O principal produto da empresa é o aplicativo See U que usa inteligência artificial para identificar objetos, descrever ambientes, ler textos e reconhecer cores por meio da câmera do celular.

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Ideia surgiu de experiência pessoal

Arthur começou a desenvolver a tecnologia durante a faculdade. A própria dificuldade para enxergar ajudou a definir o problema que ele queria resolver.

O projeto inicial usava recursos de ecolocalização para identificar obstáculos. Com o tempo, Sendas levou a solução para o celular, o que facilitou o uso e ampliou o alcance da ferramenta.

O aplicativo transforma informações visuais em comandos de áudio. Dessa forma, o usuário consegue receber orientações sobre objetos e elementos presentes no ambiente.

A empresa também oferece recursos para situações do dia a dia. O aplicativo pode, por exemplo, identificar produtos, ler placas e documentos e informar cores.

Negócio passou por dificuldades

A trajetória da empresa teve interrupções. O sócio de Sendas, Sérgio Gomes Júnior, morreu em 2023. Pouco tempo depois, o empreendedor precisou se afastar do negócio para tratar um câncer na garganta.

A empresa praticamente parou nesse período. Sendas retomou o projeto depois que recebeu o pedido de uma família cujo filho utilizava a tecnologia.

Leia também: “Brasil ainda trata seus empreendedores como exceção econômica

A retomada permitiu que a startup voltasse a participar de programas de inovação e buscasse novos clientes. O negócio passou então a ampliar a oferta dos serviços e a estrutura comercial.

Hoje, a empresa cobra pelo acesso à plataforma e mantém iniciativas para ampliar o alcance da tecnologia assistiva.

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