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Em 14 de agosto de 2026, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a intenção de declarar o Estreito de Ormuz como território norte-americano, em meio ao conflito com o Irã. O estreito, crucial para a economia global, concentra uma parte significativa do petróleo e gás natural do mundo. A declaração ocorre depois de seis meses de guerra e pressões dos EUA sobre o regime iraniano, que rechaçou a ameaça, afirmando que a reabertura do estreito depende de sua determinação.
Em meio ao conflito contra o Irã no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 14, que pretende declarar “muito em breve” o Estreito de Ormuz como território norte-americano.
Ormuz é o canal marítimo estratégico localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, considerado o “gargalo” mais importante do mundo para a energia por concentrar cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL). O estreito é crucial para a economia global.
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A declaração do republicano acontece em um momento de forte pressão dos EUA sobre o regime iraniano, depois de uma série de tentativas de acordo para encerrar a guerra que já dura seis meses.
Em tese, a declaração do Estreito de Ormuz como território dos EUA exigiria o envio de tropas norte-americanas para a região por tempo indeterminado.
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“Nós já temos o bloqueio [de Ormuz]. Nenhum navio passa, a menos que nós queiramos”, afirmou Trump. Segundo o presidente dos EUA, Ormuz se tornará parte do território norte-americano depois da vitória sobre o Irã na guerra.
O regime iraniano, por sua vez, rebateu os comentários de Trump e disse que não teme qualquer ameaça dos EUA. Segundo Teerã, Ormuz só será reaberto mediante determinação do país.
Em termos territoriais, o Estreito de Ormuz está dividido entre águas sob soberania do Irã e de Omã. O direito internacional, no entanto, assegura que navios de outros países atravessem estreitos utilizados para navegação internacional.
De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, os países localizados às margens dessas rotas não podem impedir ou suspender a passagem.
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Negociações
O controle sobre Ormuz está no centro da mesa de negociações entre EUA e Irã em torno do possível fim do conflito no Oriente Médio. O regime iraniano exige que os EUA reconheçam a soberania do país persa sobre a rota. O governo norte-americano, por sua vez, defende a livre circulação no local.
Donald Trump afirmou, em entrevista à Fox News, que os EUA vão atingir “com força” o Irã na área econômica, mas não detalhou eventuais ações contra o país.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reforçou a ameaça e falou em medidas duras que “nunca foram vistas”. As ações de Washington contra o regime iraniano podem ser anunciadas na semana que vem.
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