O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), cancelou a sessão deliberativa prevista para esta terça-feira, 11, depois que o líder do PT na Casa, deputado Pedro Uczai (SC), passou mal durante uma reunião do Colégio de Líderes.
Uczai teria desmaiado durante a reunião de líderes, sendo prontamente atendido por Motta, pelo líder do PP, deputado Luizinho (RJ), e pela líder do PCdoB, Jandira Feghali (RJ). Os três são médicos.
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Depois dos primeiros atendimentos, Uczai recobrou a consciência e foi levado de maca para o Departamento Médico. Posteriormente, o petista foi levado para o Hospital DF Star, em Brasília.
Segundo nota divulgada pela assessoria da liderança do governo, “depois de avaliação médica e estabilização do quadro, Pedro Uczai manteve contato com os profissionais, demonstrando consciência e orientação”.
“Como medida preventiva e para realização de exames complementares mais aprofundados, ele foi transferido para o Hospital DF Star, onde dará continuidade ao acompanhamento diagnóstico”, informou a assessoria do deputado catarinense.
Até o momento, não há diagnóstico divulgado sobre o que provocou o desmaio.
Aos 63 anos, Pedro Uczai é professor e exerce o quarto mandato como deputado federal. O parlamentar assumiu neste ano a liderança da bancada do PT na Câmara, sucedendo Lindbergh Farias (PT-RJ).
Sessão cancelada
O mal-estar de Uczai ocorreu durante a reunião de líderes convocada para definir as matérias que seriam analisadas nesta primeira semana de esforço concentrado da Câmara. Depois do episódio, Motta decidiu cancelar a sessão de votações.
Antes da reunião, o presidente da Casa havia indicado a pretensão de discutir com os líderes a votação de um projeto relacionado aos combustíveis e a inclusão, no mesmo texto, de medidas tributárias envolvendo a produção nacional de fertilizantes, a exploração de minerais críticos e terras raras e incentivos relacionados à Copa do Mundo Feminina de 2027.
O cancelamento ocorre em meio a um calendário legislativo reduzido em razão das eleições. Além desta semana, Câmara e Senado reservaram um novo período de esforço concentrado de 31 de agosto a 3 de setembro, antes de os trabalhos parlamentares perderem ritmo com o avanço das campanhas nos Estados.
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