Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você
• A eleição brasileira de 2026 ocorre em um contexto de Guerra Fria 2.0, com o Brasil se alinhando a Pequim e Moscou enquanto rompe laços com Washington, afirma Flávio Gordon;
• O articulista compara as candidaturas de Renan Santos e Ronaldo Caiado a uma estratégia soviética de desinformação, onde a oposição é manipulada para desviar a atenção do verdadeiro adversário, Flávio Bolsonaro; e
• De acordo com o articulista, Santos e Caiado, embora não necessariamente controlados pelo lulopetismo, atuam de forma a beneficiar o governo atual, drenando energia da oposição real.
“O villain, villain, smiling, damned villain!
My tables – meet it is I set it down
That one may smile and smile and be a villain.
At least I am sure it may be so in Denmark”
(Shakespeare, Hamlet, Ato I, Cena 5)
Há alguns dias, aqui neste espaço, chamei atenção para o contexto de Guerra Fria 2.0 em que transcorre a eleição brasileira de 2026. Nessa guerra, o Brasil se meteu no lado errado da trincheira, por obra de um regime que estreita laços com Pequim e Moscou na mesma medida em que praticamente rompe relações diplomáticas com Washington momento.
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Mas não são apenas as relações internacionais que trazem ecos da Guerra Fria. Aqui dentro, um padrão de ação política dos tempos da URSS parece ressurgir das brumas da história. Os velhos manuais de inteligência soviética — da Cheka ao GPU, da NKVD à KGB — já ensinavam que opositores fabricados e controlados são mais eficazes do que os melhores aliados. Foi o que fez a GPU entre 1921 e 1926 com a chamada Operação Trust: em vez de caçar um a um os russos brancos exilados em Paris, Berlim ou Varsóvia, criou do zero uma organização clandestina fictícia dentro da própria Rússia soviética — a União Monárquica da Rússia Central, conhecida simplesmente como “o Trust” — e a vendeu à diáspora como uma vasta resistência interna, pronta para derrubar os bolcheviques a partir de dentro.
Por anos, emigrados influentes e serviços secretos estrangeiros acreditaram estar financiando e armando essa resistência. Na prática, entregavam à GPU a lista de quem realmente valia a pena neutralizar — inclusive agentes de peso, como o britânico Sidney Reilly, atraído à Rússia sob pretexto de contato com “o Trust” e executado em 1925. A URSS voltou a usar essa técnica de desinformação e propaganda por diversas vezes. E vantagem é que a oposição sequer precisava ser integralmente controlada pelo Kremlin para cumprir a função desejada pelo Kremlin. Bastava que mirasse as armas para o lado errado — ou que nem sequer as disparasse.
+ Entenda como funciona a política brasileira no guia de Oeste
É essa lógica — não a conspiração literal, mas o efeito prático — que salta aos olhos quando se observam no cenário eleitoral presente as candidaturas de Renan Santos, do Movimento Brasil Livre reciclado em partido, e de Ronaldo Caiado, do PSD. Não se pode afirmar que eles sejam necessariamente fantoches do lulopetismo, e não é nem necessário que o sejam. Mas a condução de suas campanhas produz exatamente o efeito que uma Trust brasileira produziria: uma pretensa “terceira via” que gasta munição quase exclusivamente contra Flávio Bolsonaro – o único candidato capaz de, de fato, ameaçar a permanência de Lula no poder – e reserva ao petismo uma oposição tímida, quando não uma cordialidade suspeita.
A falsa oposição ao lulopetismo
Renan Santos raramente aponta os canhões para o Planalto. Aponta-os para a direita que o antecede nas pesquisas. Já a chapa Caiado-Kassab dispensa qualquer exercício de interpretação: na quinta-feira, 13, o próprio Kassab declarou publicamente que o Centrão não é neutro nesta eleição – e que, na prática, está alinhado a Lula. O senador Rogério Marinho reagiu no mesmo dia, classificando o PSD, que mantém três ministérios no governo petista, como “linha auxiliar” da reeleição presidencial, e indo direto ao ponto: a candidatura de Caiado “não é para valer”.
E não é mesmo. Para constatá-lo, nem é preciso suspeitar de um conluio secreto. Basta observar os efeitos. Como na Trust, não importava se Yakushev era fiel à causa monarquista. Importava que sua organização drenasse energia da oposição real e a entregasse, processada e inofensiva, ao adversário que dizia combater. Substitua Yakushev por qualquer “terceira via” que poupa o lulopetismo enquanto desgasta o bolsonarismo, e verá que o mecanismo é idêntico, ainda que os personagens jurem lealdade a causas distintas.
Resta a pergunta que a história russa também deixou em aberto: quando as máscaras caem — e Kassab, ao menos, teve a franqueza de remover voluntariamente a sua —, sobrará tempo para o eleitor descobrir que votou num script escrito pelo adversário?
Esse otario corrupto apareceu do nada , é apenas mais um comprado pelo pt para fazer esse papel , não passa de um imbecil mau carater
exatamente! é como diz o ditado: o golpe tá aí, cai quem quer
Tanta estratégia para uma eleição sem comprovação de voto…
Primeiramente vou te contar um segredinho. O Xaskspire sempre foi minha leitura predileta. O meu professor de Literatura inglesa pedia para decorarmos um texto dele em inglês. Escolhi o discurso de Marco Antônio no velório de César. Até hoje ainda sei alguns trechos. São 60 anos atrás. TAmbém tenho de revelar que sou descendente de um personagem real escocês citado pelo dramauturgo mais famoso da área. Ele foi indicado na peça Macbeh.. O Malcolm é o cara, com algumas inveções e liberdades literárias lá do século XVI. E aí chegamos a Tebet que também ajudou na eleição do Merda. Agora, a turma do Kassab saiu do armário e sabemos que o alvo deles é Flávio e os cargos são do Merda. Aqui em Caxias, o atual prefeito Adiló ganhou porque fez campanha contra o partido de merda e agora está na sinuca, mas dá para entender que ele obedece o que vem de cima. Não sei aonde vou encaixar o PSD na trama escocesa, mas pode ser o início quando as bruxas aparecem e fazem uma previsão sobre o futuro.
Gostei da análise e do diagnóstico. Muito interessante, confesso que não conhecia essa tática da esquerda. Conhecendo-a agora, vejo como ela funciona tão bem. Talvez de forma involuntária. a Michelle fez um bom serviço para essa “oposição postiça”. O Brasil está vivendo um momento decisivo de sua história. Vamos torcer para que escolha o caminho certe, apesar da esperteza enorme dessa esquerda maléfica personificada no tal de lula, que está visivelmente senil, mas capaz de jogar o Brasil no abismo.