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O advogado Paulo Cunha Bueno, defensor de Jair Bolsonaro, afirmou que o ex-presidente não atendeu a uma ligação do ex-deputado Alexandre Frota durante uma entrevista ao vivo, classificando a insinuação como "maldosa" e "teatral". Segundo ele, Bolsonaro não mantém contato com Frota há muito tempo e não tem acesso a telefones celulares devido a restrições de sua prisão domiciliar.
O advogado Paulo Cunha Bueno, que defende Jair Bolsonaro (PL), afirmou nesta quinta-feira, 23, que o ex-presidente não atendeu a uma ligação feita pelo ex-deputado federal e ator Alexandre Frota durante uma entrevista ao vivo. A manifestação foi publicada no perfil do defensor na rede social X, depois de veículos de imprensa questionarem um vídeo em que Frota realiza uma chamada pelo dispositivo móvel.
Segundo Cunha Bueno, a ligação teria sido apresentada como uma possível chamada a Bolsonaro em razão da semelhança da voz do interlocutor, que teria atendido e dito apenas “alô”, antes de desligar. O advogado classificou a insinuação como “maldosa” e “teatral”. Afirmou ainda que o episódio não deveria ganhar repercussão.
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Relação entre Bolsonaro e Frota; entenda
Alexandre Frota, de 62 anos, é ator e ex-deputado federal. Ele foi eleito para a Câmara em 2018 pelo PSL e exerceu o mandato entre 2019 e 2023. Inicialmente alinhado a Bolsonaro, de quem se beneficiou eleitoralmente, rompeu com o ex-presidente e passou a fazer ataques públicos ao líder conservador.
Cunha Bueno afirmou que Bolsonaro não mantém contato com Frota “há muito tempo”, por razões que classificou como públicas e notórias. O advogado também negou que o ex-presidente tenha condições de atender a uma ligação telefônica.
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De acordo com o advogado, Bolsonaro não tem acesso a qualquer telefone celular e teria cumprido “rigorosamente” as limitações impostas pelo decreto de prisão domiciliar humanitária.
O defensor acrescentou que todas as pessoas que atualmente entram na residência do ex-presidente — incluindo prestadores de serviços, médicos e advogados — são submetidas a revista prévia e obrigadas a entregar todos os tipos de dispositivos eletrônicos à equipe de segurança, que permanece no local 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Cunha Bueno também mencionou uma busca e apreensão realizada “há pouquíssimos dias” na residência de Bolsonaro. Segundo ele, nenhum aparelho celular foi apreendido em posse do ex-presidente justamente porque ele não teria acesso a esse tipo de equipamento.
O advogado destacou que qualquer conclusão acerca de um suposto contato telefônico entre Bolsonaro e Alexandre Frota é “leviana” e teria como objetivo “causar celeuma” e produzir “holofotes oportunistas”.
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