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Política

Em nota, Barroso reitera críticas ao voto impresso

Presidente do TSE garante que a medida compromete a segurança do processo eleitoral

barroso reitera críticas
O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, explicou a tentativa de ataque hacker à Corte eleitoral | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, defendeu o processo eleitoral em vigor no Brasil. Na quinta-feira 7, o magistrado publicou uma nota em que tece críticas à impressão do comprovante do voto, modelo endossado por Jair Bolsonaro — o chefe do Executivo afirmou ontem que, que sem a medida, o Brasil terá problemas “piores que os dos EUA” em 2022. A impressão do comprovante do voto permite a auditoria das urnas. “Não é possível a implantação do voto impresso, por força de decisão do Supremo Tribunal Federal. O tribunal concluiu que a impressão poria em risco o sigilo e a liberdade de voto, além de importar em um custo adicional de quase R$ 2 bilhões, sem qualquer ganho relevante para a segurança da votação”, explicou, ao mencionar que não há indícios ou evidências de fraudes nas eleições brasileiras.

A nota de Barroso lembra, ainda, que foram eleitos os presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e o próprio Jair Bolsonaro, além de milhares de outros agentes políticos, “onde jamais houve qualquer razão para supor que os resultados proclamados não corresponderam à vontade popular manifestada nas urnas”. Segundo o presidente do TSE, “cabe lembrar que, nos Estados Unidos, existe o voto impresso, o que não impediu o ajuizamento de dezenas de ações para questionar o resultado eleitoral, todas sem êxito. Tudo o que não se precisa no Brasil é a judicialização do processo eleitoral”. Conforme Barroso, a medida tampouco impediu que, naquele país, “grupos extremistas, inconformados com a derrota, vandalizassem a sede do Poder Legislativo”. Oeste noticiou que ocorreram manifestações nos Estados Unidos.

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Leia também: “A Justiça Eleitoral é coisa nossa”, reportagem publicada na edição 32 da Revista Oeste

6 comentários
  1. Frederic Couto
    Frederic Couto

    “Não é possível a implantação do voto impresso, por força de decisão do Supremo Tribunal Federal. O tribunal concluiu que a impressão poria em risco o sigilo e a liberdade de voto, além de importar em um custo adicional de quase R$ 2 bilhões, sem qualquer ganho relevante para a segurança da votação” O voto impresso foi aprovado pelo congresso – é Lei! Como o STF se assumiu Deus na Terra, ele decide o que quer que seja, acima de tudo e todos. Quando esse abuso será contido?

  2. Alvaro Luiz Devecz
    Alvaro Luiz Devecz

    Que se consulte o povo a respeito e não a critério pessoal do judiciário.

  3. Decio
    Decio

    Se as eleições são realmente seguras como diz o sr. Juiz, qual a diferença de fazer o comprovante impresso? vai mudar o que?
    Se a população deseja assim, porque não?
    O sr Juiz deveria explicar o porque das criticas e porque ele defende tanto o voto não impresso, só isso.

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