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Política

Bolsa Família supera emprego com carteira em 9 Estados

Esse cenário representa uma diminuição em relação a anos anteriores

Maranhão, Pará, Piauí, Bahia, Paraíba, Amazonas, Alagoas, Acre e Amapá formam a lista atual dos Estados onde o Bolsa Família supera o emprego formal
Maranhão, Pará, Piauí, Bahia, Paraíba, Amazonas, Alagoas, Acre e Amapá formam a lista atual dos Estados onde o Bolsa Família supera o emprego formal | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Ao menos nove Estados brasileiros apresentaram maior número de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada. Os dados são de fevereiro e foram divulgados pelo site Poder360.

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Esse cenário representa uma diminuição em relação a anos anteriores, quando o total de unidades federativas nessa situação chegou a 13 em 2023 e 2024, e 12 em 2025.

Estados mais dependentes do Bolsa Família

Maranhão, Pará, Piauí, Bahia, Paraíba, Amazonas, Alagoas, Acre e Amapá formam a lista atual dos Estados onde o Bolsa Família supera o emprego formal. Sergipe, Pernambuco e Ceará estavam nesse grupo até fevereiro de 2025, mas deixaram a relação recentemente.

No panorama nacional, o Brasil contabiliza quase 50 milhões de pessoas empregadas formalmente e 18 milhões de famílias cadastradas no programa do governo federal. Apesar disso, houve avanço nas vagas com carteira assinada em todas as unidades da Federação nos últimos 12 meses.

A dependência do Bolsa Família em relação ao emprego formal apresentou queda acentuada em 2025, mas desde então, mantém-se estável. Em fevereiro de 2026, havia 38 beneficiários do programa para cada cem trabalhadores com carteira assinada, índice que permanece constante desde agosto do ano anterior.

Redução da dependência do Bolsa Família

O pico dessa dependência ocorreu em janeiro de 2023, com 49 famílias beneficiadas por cada cem empregos formais, mês que marcou o começo do atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Leia mais: “A cidade que vive do Bolsa Família”, reportagem publicada na Edição 313 da Revista Oeste

A redução em 2025 foi motivada pelo aumento do emprego formal. Também impulsionada pelo aquecimento econômico e pela revisão dos benefícios federais, que resultou no desligamento de mais de 2 milhões de famílias que eram dependentes do programa.

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