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Política

Campos Neto falta pela 3ª vez na CPI do Crime Organizado

Ex-presidente do BC obteve habeas corpus no STF

Mandato de Roberto Campos Neto na presidência do Banco Central vai até o fim de 2024
Ex-presidente do BC seria ouvido sobre irregularidades do Master | Foto: Reprodução/Instagram

O economista Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central (BC), faltou pela terceira vez, nesta quarta-feira, 8, à CPI do Crime Organizado, no Senado.

No começo do ano, o colegiado convocou o ex-presidente do BC, que deveria depor na comissão, pois, diferentemente de um convite, a convocação obriga o depoente a testemunhar. No entanto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tornou sua presença facultativa ao conceder um habeas corpus.

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Desde então, as duas outras convocações do economista pelo colegiado não foram atendidas. A defesa de Campos Neto enviou um e-mail à presidência do colegiado, nesta quarta-feira, em que informa o não comparecimento da ex-autoridade monetária.

O presidente da CPI do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), afirma que dar a Campos Neto a faculdade de comparecer, assim como a possibilidade de enviar informações por escrito, “é absurda”. “Não tem como! Eu acho que o mínimo que deveria ter sido feito era, com todo respeito ao Supremo, uma padronização de procedimentos.”

O colegiado também agendou para esta quarta-feira as falas do atual presidente do BC, Gabriel Galípolo.

Presidente de comissão parlamentar fala ao microfone durante audiência pública no Senado, com documentos sobre a mesa
A CPI contribui para a fiscalização dos atos da administração pública | Foto: Divulgação/Agência Brasil

Convocação de Campos Neto pela CPI

O senador Jaques Wagner (PT-BA), autor dos dois primeiros requerimentos, afirma que o colapso do banco Master motivou a convocação e que o depoimento deveria “coletar informações técnicas e estratégicas” para esclarecer os fatos e subsidiar o aprimoramento da legislação.

Segundo os parlamentares, o ex-presidente do BC era a autoridade monetária do país durante o período de 2019 a 2024. Por isso, justificam alguns congressistas, ouvi-lo seria “crucial para esclarecer se eventuais falhas ou omissões na fiscalização bancária” permitiram a infiltração e a expansão de organizações criminosas.

Segundo o requerimento do petista, “durante a gestão de Campos Neto, foram editadas resoluções que, na prática, promoveram uma desregulação do sistema”.

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Diante do impasse, o relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ao final da sessão da terça-feira 31, apresentou outro requerimento de convocação de Campos Neto, aprovado novamente pelo colegiado.

O relator disse que o economista falaria como testemunha qualificada para colaborar com dados técnicos e institucionais do Banco Central relevantes para as investigações.

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