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• O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 11, por 10 votos a 5, o parecer que prossegue com o processo contra a deputada Erika Hilton (Psol-SP);
• A psolista enfrenta um pedido de cassação do mandato apresentado pelo partido Missão;
• O pedido se baseia em publicações de Erika nas redes sociais, consideradas pelo Missão como quebra de decoro parlamentar; e
• O relator do caso no colegiado, deputado Gilberto Silva (PL-PB), dará sequência à apuração, permitindo que Erika apresente sua defesa.
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 11, por 10 votos a 5, o parecer que dá continuidade ao processo contra a deputada Erika Hilton (Psol-SP).
O partido Missão apresentou a representação e pede a cassação do mandato da parlamentar. O pedido surgiu depois de manifestações publicadas por Erika nas redes sociais em resposta às críticas que recebeu ao assumir a presidência da Comissão da Mulher da Câmara.
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Com a aprovação do parecer preliminar, o relator do caso no colegiado, deputado Gilberto Silva (PL-PB), dará sequência à apuração. Erika poderá apresentar sua defesa e indicar testemunhas durante essa etapa.
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Em seguida, o relator deverá elaborar um parecer final sobre a aplicação ou não de punição. O plenário da Câmara precisa votar as penalidades mais graves, como a suspensão de prerrogativas parlamentares, a suspensão ou a perda do mandato.
O prazo máximo para a tramitação de processos no Conselho de Ética é de 90 dias.

A continuidade do processo, contudo, ocorre em um calendário marcado pelas eleições de outubro. O primeiro turno está previsto para 4 de outubro e o segundo, para 25 de outubro.
O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) citou o calendário eleitoral ao avaliar que o colegiado dificilmente concluirá os processos em andamento antes do primeiro turno.
Missão acusa deputada de quebra de decoro
O Missão pediu a cassação de Erika depois de publicações feitas pela deputada em resposta aos ataques que recebeu. Nas mensagens, ela afirmou que não se importava com a reação do “esgoto da sociedade” e classificou a opinião de “imbecis” como irrelevante.
Para o Missão, as declarações configuraram quebra de decoro parlamentar e contrariaram o dever de exercer o mandato com dignidade e respeito à vontade popular.
Erika apresentou defesa por escrito e não participou da reunião desta terça-feira. A deputada Professora Luciene Cavalcante (Psol-SP) falou em seu nome e afirmou que as publicações representavam opiniões pessoais e não caracterizavam quebra de decoro.
Processos dependem do plenário
Mesmo quando o Conselho de Ética aprova um parecer, a decisão final pode depender da inclusão do caso na pauta do plenário pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Em maio, o colegiado aprovou a suspensão por dois meses dos deputados Marcel van Hattem (Novo-RS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcos Pollon (PL-MS), por episódios relacionados à ocupação da mesa diretora da Casa em agosto de 2025.
Os três recorreram à Comissão de Constituição e Justiça, onde os processos permanecem sem conclusão. O plenário também não chegou a votar os pareceres que o Conselho aprovou.
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Como pode um homem dizer que é mulhere e ninguém contestar? Só no Brasil , se contestar o cara a do master manda prender
Êêêêê, felipão…