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Política

Em sabatina, Augusto Cury propõe mandato de 8 anos no STF

Candidato do Avante apresentou medidas para a estrutura política e disse querer se afastar da polarização

Augusto Cury
Augusto Cury durante sabatina no SBT | Foto: Reprodução/ SBT

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O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu o semipresidencialismo e mudanças no STF, como o fim da vitaliciedade dos ministros e a criação de mandatos de oito anos, durante uma sabatina do SBT em 18 de agosto de 2026. Ele propôs um pacto nacional com o Centrão para garantir governabilidade e criticou a polarização política, afirmando que deseja reunir especialistas para desenvolver propostas em diversas áreas.

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) defendeu nesta terça-feira, 18, a adoção do semipresidencialismo no Brasil. A proposta foi apresentada durante sabatina realizada pelo SBT e pelo SBT News.

Na entrevista, Cury também propôs mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF), como o fim da vitaliciedade dos ministros e a criação de mandatos de oito anos. “Precisamos fazer um pacto nacional”, afirmou. “Temos que usar o centrão e não ser usados por ele.”

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Segundo o candidato, a mudança no sistema de governo integraria uma reorganização política e institucional. Ele também defendeu negociações com o centrão para formar um pacto nacional e garantir governabilidade.

O SBT e o SBT News iniciaram na segunda-feira 17 uma série de entrevistas com candidatos à Presidência. Um sorteio definiu a ordem das sabatinas. Renan Santos (Missão) abriu a rodada. As entrevistas seguem até sábado 22, com um candidato por dia.

Propostas de Cury para o STF

Cury afirmou ser contrário à permanência sem prazo definido dos ministros do Supremo. Para ele, a Corte deveria adotar mandatos de oito anos. “Eu sou muito claro: nós temos que terminar com a vitaliciedade no STF”, declarou.

Na avaliação do candidato, a medida permitiria renovar os integrantes do tribunal periodicamente e diminuiria a concentração de poder. Cury também acusou ministros do STF de ultrapassarem os limites da função judicial em algumas decisões. “Os Poderes têm que ter harmonia, e, hoje, em várias medidas, eles estão legislando, e não sendo guardiões [da Constituição”, declarou.

Ainda durante a sabatina, Cury afirmou que os dois próximos ministros indicados por um eventual governo seu seriam mulheres. “As mulheres representam o ouro da humanidade”, disse. “Vou encorajá-las a não apenas participar da política, mas também da gestão pública e privada. No STF, os próximos dois ministros não serão homens, e sim mulheres. As mulheres serão abraçadas de maneira poderosa.”

Crítica à polarização

Cury disse querer ocupar um espaço fora da política tradicional. Ele afirmou que pretende reunir especialistas para desenvolver propostas para educação, saúde, segurança e economia. “Eu sou de fora da política e nem quero tê-la”, continuou. “Quero compor com mentes brilhantes para pacificar esse país que virou polaridade esquizofrênica.”

O candidato também declarou que pretende deixar a administração de suas empresas para se dedicar à política e ao que chamou de família brasileira. “Há um barco só chamado família brasileira”, disse. “Eu quero mostrar que essa polarização machucou o Brasil.”

Bolsa Família

Cury defendeu a continuidade do Bolsa Família, mas sugeriu mudanças para incentivar o emprego formal e a abertura de microempresas. “Bolsa Família é importante”, afirmou. “Ele ama a pobreza, mas não ama os pobres, porque perpetua os pobres na pobreza.”

A ideia é manter o complemento de renda para beneficiários que consigam emprego com carteira assinada ou abram uma microempresa. “Queremos que o Bolsa Família permaneça, mas as pessoas que assinarem a carteira e tiverem uma microempresa podem complementar a renda.”

Relação com o centrão

O candidato voltou a defender uma aproximação com o centrão. Segundo ele, o grupo tem papel relevante no equilíbrio entre Executivo e Congresso. “O centrão é um fenômeno político importante e equilibra as coisas”, declarou.

Para Cury, o diálogo seria necessário para assegurar governabilidade e implementar mudanças.

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