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O senador Jaques Wagner (PT-BA) declarou estar "tranquilo" e confiante em provar sua inocência em uma investigação sobre suposto pagamento de propina pelo Banco Master, enquanto se prepara para a reeleição em outubro. Em entrevista à Rádio Baiana FM, ele comparou a situação com uma investigação anterior de 2018, que foi arquivada sem indiciamento.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou nesta sexta-feira, 31, que está “tranquilo” e que “provará sua inocência” na investigação sobre o pagamento de propina pelo Banco Master. Pré-candidato à reeleição, o parlamentar disse estar concentrado na disputa eleitoral de outubro.
“O inquérito evidentemente demora um tempo”, afirmou em entrevista à Rádio Baiana FM. “Agora, estou de olho na eleição, temos dois meses para ela acontecer, e sábado 1º vai ser a nossa convenção, com a presença do Lula.”
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Wagner comparou o caso à investigação que enfrentou em 2018, quando também concorria ao Senado. Na época, o petista foi investigado por suspeitas relacionadas à Arena Fonte Nova, em Salvador.
“Abriram o inquérito, fizeram aquele barulho e, depois, eu não fui nem indiciado”, declarou. “Foi arquivado o processo, mas é óbvio que fica o prejuízo.”
Jaques Wagner critica André Mendonça

O senador também citou uma declaração do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a qual uma investigação serve para confirmar ou afastar suspeitas. Wagner defendeu a ideia de que as instituições responsáveis tenham liberdade para atuar em todas as etapas da apuração.
Nesta quinta-feira, 30, Mendonça tornou públicos documentos da investigação sobre o Banco Master que envolvem o parlamentar. Em decisão de 17 de junho, o ministro mencionou a suspeita de vazamento de informações sigilosas da operação.
O magistrado autorizou o acesso da Polícia Federal (PF) aos registros anteriores de chamadas, mensagens de texto e conexões dos investigados. Também permitiu o monitoramento, por dez dias, das Estações Rádio-Base utilizadas pelos terminais telefônicos de Wagner e de outros cinco alvos da Operação Compliance Zero.
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Ao justificar o risco de vazamento, Mendonça afirmou que um dos investigados solicitou uma audiência com seu gabinete no mesmo dia em que a PF apresentou os pedidos de interceptação telefônica. Em alguns casos, segundo o ministro, as solicitações de audiência foram feitas antes mesmo da distribuição das representações.
A Operação Compliance Zero apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas ao Banco Master, além de uma possível ligação entre gestores da instituição financeira e Wagner. Segundo a PF, o senador teria recebido vantagens econômicas indevidas de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banco, em troca de atuação parlamentar favorável aos interesses da instituição.
Luladrão, Wagnerdrão inocentes? Kkkkk.