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• Lula criticou cobranças por ajuste fiscal e perguntou se responsáveis pela taxa de juros conhecem a realidade dos pobres.
• Presidente afirmou que integrantes do mercado financeiro desconhecem condições de vida da população de baixa renda.
• Lula reclamou da burocracia para financiamentos e citou plano de R$ 30 bilhões destinado à reforma de moradias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou neste sábado, 8, a cobrança do mercado financeiro por ajuste fiscal e questionou a definição da taxa de juros. As declarações ocorreram durante evento pelos 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), em Taboão da Serra (SP).
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Lula atacou a Faria Lima, referência ao centro financeiro de São Paulo, ao afirmar que integrantes do mercado e responsáveis pela política de juros desconhecem a realidade da população de baixa renda. “Acha que alguém que decide a taxa de juros sabe como é que vive o povo?”, perguntou. “Acha que quando a Faria Lima fica cobrando ajuste fiscal, déficit não sei das quantas, ele sabe o que é isso?”
O próprio presidente respondeu: “Não sabe, não tem noção, porque o pobre é um número”. Lula ainda alegou que seu governo prioriza a população de baixa renda. “Para nós, o pobre é uma mulher, um homem, não é um número, e é deles que temos que cuidar.”

Lula reclama de burocracia para financiamentos
Durante o discurso, o presidente também reclamou das dificuldades para colocar em prática programas de financiamento. Lula citou uma iniciativa de R$ 30 bilhões destinada à reforma de moradias e afirmou que exigências relacionadas à documentação dos imóveis dificultam o acesso aos recursos.
“Esse plano está com dificuldade de rodar, porque tem muitos problemas para o cara pegar o dinheiro emprestado, tem muita exigência”, declarou. Segundo ele, o governo também disponibilizou recursos para financiar motos e bicicletas para entregadores, além de carros para motoristas de aplicativo e taxistas.
Lula participou da cerimônia ao lado do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e da primeira-dama Janja Lula da Silva. Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, e Marina Silva e Simone Tebet, candidatas ao Senado, também estiveram no evento, mas não participaram do palco em razão das restrições da legislação eleitoral.
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