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Política

Moraes: ‘Sigilo da fonte não pode ser instrumento de impunidade’

Ministro do STF pediu para não confundir jornalistas investigativos com investigados por práticas criminosas

O ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Nesta quinta-feira, 13, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relativizou a garantia constitucional do sigilo da fonte ao defender uma ação policial que atingiu o jornalista Luis Pablo Almeida.

Autorizada pelo próprio magistrado, a medida permitiu que a Polícia Federal (PF) identificasse um dos informantes de Almeida. O profissional publicou uma série de notícias que revelaram suposto uso de carro oficial por Flávio Dino irregularmente.

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Ao responder às críticas durante a abertura da sessão plenária de hoje, Moraes afirmou que a proteção assegurada aos jornalistas não pode impedir a apuração de possíveis crimes.

“Nenhuma garantia constitucional, inclusive o sigilo da fonte, pode ser instrumento de impunidade criminal”, declarou.

A manifestação ocorreu depois de o presidente do STF, Edson Fachin, reafirmar o compromisso da Corte com a liberdade de imprensa.

Moraes procurou afastar a avaliação de que a operação representou uma violação da atividade jornalística. Para isso, diferenciou repórteres que exercem regularmente a profissão daqueles submetidos a investigações criminais. “Não confundamos jornalistas investigativos com investigados por práticas criminosas”, afirmou.

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Ministros se incomodam com Moraes

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Abertura do Ano Judiciário, no STF – 2/2/2026 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Conforme noticiou a coluna ontem, a decisão de Moraes incomodou ministros do STF.

Um interlocutor disse que um dos magistrados ressaltou que a preservação da origem da informação constitui uma garantia indispensável ao exercício do jornalismo.

Outro demonstrou preocupação com o “precedente aberto”, sobretudo pelo risco de medidas judiciais semelhantes serem usadas futuramente.

Leia também: “A sombra de Lula”, reportagem publicada na Edição 334 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. Jarlan Barroso Botelho
    Jarlan Barroso Botelho

    O único crime, é aquele praticado pelos “togados”.

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