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O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) criticou, em 30 de julho, a intenção da cúpula da Polícia Federal de acionar a Advocacia-Geral da União contra decisões do ministro André Mendonça, do STF, sobre investigações de fraudes no INSS. Em uma publicação no X, Moro destacou que, em seus 22 anos de magistratura, nunca viu algo semelhante e ironizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou não interferir nas apurações.
O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) criticou, nesta quinta-feira, 30, a notícia de que a cúpula da Polícia Federal (PF) pretende acionar a Advocacia-Geral da União (AGU) contra decisões do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionadas às investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Em publicação no X, o ex-juiz também ironizou uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a condução das apurações.
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A manifestação de Moro foi motivada por reportagem do jornal Folha de S.Paulo segundo a qual integrantes da PF avaliam recorrer à AGU para contestar atos de Mendonça que, na avaliação de policiais, ampliaram o controle do magistrado sobre o inquérito que investiga descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.
Críticas à atuação da PF e ironia contra Lula
Moro destacou o ineditismo da situação depois de duas décadas na magistratura. “Mesmo tendo 22 anos de magistratura, nunca vi algo parecido: a cúpula atual da PF querendo acionar a AGU contra um ministro do STF, no caso o André Mendonça, para controlar as investigações do roubo dos aposentados e pensionistas do INSS.”
Na sequência, o senador fez referência às investigações que mencionam Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o lobista apelidado de “Careca do INSS”. “Ainda bem que o Lula disse que não iria interferir nas investigações sobre as relações do Lulinha com o Careca do INSS (contém ironia)”, escreveu.
Segundo a reportagem da Folha, o objetivo da PF seria levar a AGU a buscar um instrumento judicial para contestar decisões de Mendonça, sob o argumento de que elas configurariam interferência na atuação da corporação e restringiriam a condução das investigações relacionadas ao esquema de fraudes no INSS.
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