publicidade
Política

MP pede execução imediata de condenação de Garotinho

Promotoria cobra R$ 2,55 bilhões de ressarcimento e requer inclusão no cadastro nacional de condenados por improbidade

Anthony Garotinho foi governador do Rio de Janeiro entre 1999 e 2002 | Foto: Leonardo Prado/Câmara dos Deputados Fonte: Agência Senado
Anthony Garotinho foi governador do Rio de Janeiro de 1999 a 2002 | Foto: Leonardo Prado/Câmara dos Deputados Fonte: Agência Senado

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou à Justiça a execução da condenação por improbidade administrativa do ex-governador Anthony Garotinho, pedindo a inclusão de seu nome no Cadastro Nacional de Condenados e a suspensão de seus direitos políticos por oito anos. A petição, protocolada em 7 de agosto de 2026, também requer o pagamento de R$ 778,9 mil em multa civil e R$ 11,9 milhões por danos morais coletivos, além de ressarcimento de R$ 2,55 bilhões.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu à Justiça, em caráter de urgência, a execução da condenação por improbidade administrativa do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos). O órgão também requer que o nome de Garotinho seja incluído no Cadastro Nacional de Condenados por Ato de Improbidade Administrativa.

Na petição protocolada nesta quinta-feira, 7, o órgão solicita a comunicação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) para o cumprimento da suspensão dos direitos políticos do ex-governador por oito anos, em meio ao período de registro de candidaturas.

Receba nossas atualizações

+ Entenda mais sobre Política em Oeste

O pedido foi apresentado pelo promotor de Justiça Alexey Kolouboff, que sustenta não haver mais recursos pendentes no processo, em razão do trânsito em julgado da ação. O MPRJ também cobra o pagamento de R$ 778,9 mil a título de multa civil e de R$ 11,9 milhões por danos morais coletivos.

Além das medidas relacionadas à esfera eleitoral, a Promotoria pede que o ex-governador seja intimado a pagar os valores fixados na condenação. Conforme os cálculos atualizados apresentados à Justiça, o ressarcimento ao Erário, inicialmente estabelecido em R$ 234,4 milhões, alcança atualmente R$ 2,55 bilhões.

Entrada do prédio do Ministério Público do Rio de Janeiro
Entrada do prédio do Ministério Público do Rio de Janeiro | Foto: MPRJ/Divulgação

STF manteve condenação de Garotinho

A condenação decorre do caso do programa Saúde em Movimento, julgado em 2018. Na ocasião, os desembargadores concluíram que houve contratação irregular da Fundação Pró-Cefet e desvio de recursos públicos. Segundo a decisão, Garotinho atuou para viabilizar a substituição do contrato anterior, o que abriu caminho para o esquema.

A sentença determinou o ressarcimento integral dos R$ 234,4 milhões desviados, a proibição de contratar com o poder público por cinco anos e a suspensão dos direitos políticos por oito anos.

Na terça-feira 5, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a condenação por improbidade administrativa nesse mesmo processo, o que tornou definitiva a decisão. Essa condenação já havia fundamentado o indeferimento da candidatura de Garotinho ao cargo de vereador nas eleições de 2024, com base na Lei da Ficha Limpa.

Anthony Garotinho é barrado pelo TRE-RJ por descumprir a Lei da Ficha Limpa | Foto: Agência Brasil
Anthony Garotinho foi barrado pelo TRE-RJ nas eleições de 2024 por descumprir a Lei da Ficha Limpa | Foto: Agência Brasil

Em nota enviada na noite desta quinta-feira, 6, a defesa de Garotinho afirmou que o pedido do MPRJ “não altera a atual situação jurídica do processo”. Os advogados sustentam que “a pretensão relacionada ao caso se encontra prescrita desde o mês de junho”, razão pela qual entendem que “a execução pretendida não encontra amparo jurídico”.

A defesa informou ainda que pretende demonstrar esse entendimento nos autos e, “se necessário, adotará as medidas cabíveis para resguardar a correta divulgação dos fatos e evitar a propagação de informações que considera equivocadas”.

Os advogados acrescentaram que mantêm confiança no Poder Judiciário e afirmaram que eventuais questões relativas à elegibilidade do ex-governador deverão ser examinadas pela Justiça Eleitoral “no momento oportuno, à luz do quadro jurídico vigente”.

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade