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Política

OAB-SP propõe mandato para ministros do STF e redução do foro privilegiado

Documento defende limite de 12 anos na Corte e transfere processos contra parlamentares a tribunais regionais

Dias Toffoli STF Master
Dias Toffoli (centro) e Gilmar Mendes (à direita) integram a Segunda Turma | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil Master

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

• OAB-SP propõe mandato de 12 anos para ministros do STF e transferência do foro de parlamentares e governadores aos TRFs.
• Proposta eleva de 35 para 50 anos a idade mínima exigida para ocupar uma cadeira no Supremo.
• Indicações ao STF teriam audiência pública antes da sabatina no Senado, com participação da OAB, academia e sociedade civil.

A Comissão de Estudos para a Reforma do Judiciário da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo propôs estabelecer mandato de 12 anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e transferir a tribunais regionais federais processos criminais contra deputados, senadores e governadores. As medidas integram o relatório final do colegiado, divulgado nesta segunda-feira, 17.

+ Leia mais: Entenda o que é a política no Brasil em Oeste

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No caso do Supremo, a proposta também eleva de 35 para 50 anos a idade mínima para ocupar uma cadeira na Corte. Além disso, prevê uma audiência pública antes da sabatina no Senado, com participação de representantes da OAB, de faculdades de Direito e da sociedade civil. As novas regras alcançariam também a atual composição do tribunal.

Segundo a comissão, o mandato por prazo determinado permitiria a renovação periódica do STF. Atualmente, os ministros não têm mandato fixo e podem permanecer no cargo até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos, salvo renúncia. O relatório sustenta que os 12 anos seriam suficientes para preservar a independência dos magistrados e reduzir o peso político de cada indicação.

OAB/SP
Sede paulista da Ordem dos Advogados do Brasil | Foto: Divulgação/OAB-SP

STF deixaria de julgar deputados e senadores

Outra proposta altera o chamado foro por prerrogativa de função, mecanismo pelo qual certas autoridades respondem diretamente perante tribunais específicos em razão do cargo. Deputados e senadores deixariam de responder criminalmente perante o STF, enquanto governadores deixariam o Superior Tribunal de Justiça. Os casos passariam aos Tribunais Regionais Federais.

A mudança não extingue o foro dessas autoridades. Elas continuariam a ser julgadas diretamente por um tribunal, sem passagem inicial pela primeira instância. Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado permaneceriam sob a competência do Supremo.

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De acordo com o documento, a alteração busca reduzir a atuação do STF em processos criminais e concentrar a Corte em questões constitucionais. A comissão afirma que a competência atual gera sobrecarga e também aponta a ausência de recurso a uma instância superior quando uma autoridade recebe condenação originária do Supremo.

O relatório reúne ainda propostas sobre Código de Conduta para integrantes do STF, funcionamento do Conselho Nacional de Justiça, uso de inteligência artificial, julgamentos virtuais e sustentação oral. O trabalho resulta de 12 meses de atividades da comissão e será apresentado ao Congresso Nacional, ao Supremo e ao Conselho Federal da OAB.

Leia também: “O Supremo tem lado”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 298 da Revista Oeste

4 comentários
  1. Rosely M G Goeckler
    Rosely M G Goeckler

    É muito pouco!
    Tem de ser um tribunal estritamente Constitucional!

    Sugiro ver a proposta do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança

    1. Rosely M G Goeckler
      Rosely M G Goeckler

      A Reforma precisa abranger todo o judiciário! Incluindo acabar com excrescências como o TSE! O sistema eleitoral é um processo administrativo! Não cabe ficar no Judiciário!

  2. Francisco das Chagas Alves Pinto
    Francisco das Chagas Alves Pinto

    O STF deve restringir sua atuação a área constitucional, logo o foro de julgamento para presidentes do Senado e Câmara Federal deverá ser o TRF competente. Outra questão vital é a hermenêutica criativa principalmente por parte do STF.

  3. PCC
    PCC

    A primeira reforma é por na rua todos que estão lá atualmente e depois cadeia para uns três ou quatro que empesteiam a instituição.

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