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Política

PL reage ao inquérito e acusa PGR de perseguir Eduardo Bolsonaro

Aliados do deputado apontam censura e denunciam afronta à imunidade parlamentar

PL argumenta que Eduardo Bolsonaro não pode ser alvo de investigação por opiniões públicas, mesmo que licenciado do cargo | Foto: Reprodução/Flickr
PL argumenta que Eduardo não pode ser alvo de investigação por opiniões públicas, mesmo que licenciado do cargo | Foto: Reprodução/Flickr

A decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de pedir abertura de inquérito contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) provocou forte reação entre seus aliados na Câmara.

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Como resultado, o Partido Liberal (PL) divulgou uma nota em defesa do deputado licenciado. Além disso, classificou a investigação como um ataque à liberdade de expressão e ao mandato parlamentar.

A manifestação, publicada pelos perfis oficiais da legenda e do líder da bancada, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), acusa a PGR e o Supremo Tribunal Federal de agirem politicamente ao atender prontamente o pedido.

Para os parlamentares, Eduardo está sendo investigado apenas por expressar suas opiniões enquanto estava fora do Brasil.

Nota oficial do PL denuncia censura e intimidação institucional

A bancada do PL afirma que o processo representa uma escalada autoritária. A sigla chama a apuração de tentativa de censura e classifica o inquérito como ilegal. Ela também acusa as instituições de rasgarem a Constituição ao criminalizar declarações políticas.

“Sim — um parlamentar eleito pelo povo, com mais de 1,8 milhão de votos, agora é investigado por falar”, diz trecho da nota.

+ Leia também: “Valdemar diz que Eduardo Bolsonaro volta ao Brasil em julho”

O partido ainda argumenta que Eduardo não pode ser alvo de investigação por opiniões públicas, mesmo que licenciado do cargo. Segundo a nota, “aceitar isso é calar o Parlamento” e, “se calarmos agora, a democracia morre por omissão”.

No texto, a bancada cita trechos de obras jurídicas do ministro Alexandre de Moraes e do procurador-geral Paulo Gonet para sustentar a inviolabilidade parlamentar.

Ambos dizem, em publicações anteriores, que a imunidade do cargo é essencial para a independência dos deputados e não deve ser relativizada.

A menção direta aos dois reforça o tom de cobrança da nota, que acusa o sistema de Justiça de promover perseguição institucional com objetivos políticos.

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